Política

Zeca espera que PMDB unifique apoio a Dilma no Congresso

Para deputado, reforma é essencial para garantir sobrevida ao governo

Heloísa Lazarini Publicado em 01/10/2015, às 21h11

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Para deputado, reforma é essencial para garantir sobrevida ao governo

Com discurso alinhado ao do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT), o deputado federal Zeca do PT defende reforma ministerial e ampliação do número de ministérios do PMDB. Para Zeca, o governo precisa de coalizão e “é absolutamente normal negociar espaço para ter apoio no Congresso”.

Nesta quinta-feira (1º), em entrevista à Agência Brasil, o senador Delícido defendeu a reforma. “Até para botar nos ministérios pessoas que tenham influência nas bancadas. Acredito que ela está cercando muito bem essa questão, para que a gente não tenha defecções. Para que não tenha partidos que tinham ministérios, mas que não davam um voto para o governo aqui no Congresso. Aí não dá. Ficar com o governo, tem ônus e bônus: bônus dos espaços ministeriais e tem ônus também para votar dentro daquilo que o governo apresentar para apreciar”, afirmou.

Zeca, assim como Delcídio, pondera que não basta receber ministérios, mas que os partidos que se dizem aiados ao governo precisam, efetivamente, votar com governo, o que não tem acontecido desde início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), principalmente com PMDB. Sobre ministérios concedidos ao partido, Zeca avaliou positivamente e considerou nomes indicados pelo PMDB preparados.

“Eles devem liderar a bancada para garantir unidade e fazer com que os parlamentes votem com governo. Até agora isso não aconteceu, partidos que receberem ministérios devem votar com governo sempre”, diz o deputado.

Atualmente, base aliada da presidente Dilma conta com PDT, PMDB, PR, PTB e PC do B, PP, PSD e PROS.

O deputado ressalta que para o governo, neste momento de crise, é fundamental garantir maioria no Congresso. “É importante nesse momento de dificuldade ter maioria e o PMDB tem bancada importantíssima, se isso significa sobrevida do governo, arrumar casa e retomar desenvolvimento da economia, se justifica a reforma, é legítimo”.

Jornal Midiamax