Política

‘Vou provar que não faltei com a verdade’, diz Cunha sobre fala na CPI

Cunha se esquivou de fazer uma análise da lista tríplice

Diego Alves Publicado em 04/11/2015, às 02h28

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Cunha se esquivou de fazer uma análise da lista tríplice

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), procurou passar tranquilidade ao falar sobre a lista tríplice que foi escolhida há pouco pelo presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PSD-BA), para definir o relator do processo aberto contra Cunha no colegiado por quebra de decoro. Cunha evitou entrar em detalhes sobre estratégia de defesa sob argumento de que pretende aguardar a escolha do relator antes de se pronunciar mais detalhadamente sobre o caso.

“Não tomei nenhuma decisão a respeito. Vamos esperar definir o relator. Depois de definido, vou avaliar (se antecipará ou não sua defesa no Conselho de Ética). Talvez sim, talvez não. Ainda nem pensei sobre isso”, disse o presidente da Câmara. “Nem sequer li a representação ainda”, acrescentou ele.

Cunha se esquivou de fazer uma análise da lista tríplice composta de três deputados da base governista: Zé Geraldo (PT-PA), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP). “Não vou entrar nesse mérito. Vou partir do princípio que vou apresentar minha defesa e que minha defesa vai esclarecer o fato. Não tenho que contestar ou falar absolutamente nada, tenho apenas que me defender”, afirmou ele.

Cunha fez uma diferenciação entre os processos que correm no Supremo Tribunal Federal e aquele aberto na tarde desta terça (3) no Conselho de Ética. “Vou apresentar a defesa com base no fato em si que está sendo alegado na representação. Vou pegar meu advogado, discutir com ele. Provavelmente hoje tenho uma reunião com ele depois daqui para poder debater, ou amanhã de manhã. Aí vou me posicionar”.

O presidente da Câmara foi representado por supostamente mentir durante sua fala na CPI da Petrobras, ocasião em que negou ter contas no exterior. Documentos enviados por procuradores suíços associam Cunha à suposta titularidade de quatro contas. “Vou provar que não faltei com a verdade. É basicamente isso”, resumiu ele. “Se todo mundo que tivesse um processo fosse para o Conselho de Ética teria uns 150 lá no Conselho, né? Porque tem mais ou menos uns 150 que respondem a processo lá no Supremo”.

A partir da abertura do processo no Conselho de Ética, Cunha terá 10 dias úteis para apresentar sua defesa. "Estou bem tranquilo, tem bastante tempo para isso”, afirmou. Ele falou rapidamente sobre a apreciação do pedido de impeachment que a oposição protocolou e que aguarda seu parecer. Segundo Cunha, o objetivo é dar um posicionamento sobre isso ainda este mês.

Jornal Midiamax