Política

Vereadora volta a defender CPI dos Buracos e pede investigação na ALMS

Parlamentar denuncia megaesquema em Campo Grande

Midiamax Publicado em 14/07/2015, às 11h00

None
5f1296dd0805014049f473810f003a9c.jpg

Parlamentar denuncia megaesquema em Campo Grande

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) diz acreditar que tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara de Campo Grande o dia será de debate sobre a Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal. Ela defende uma apuração rigorosa, tanto na Câmara, quanto na Assembleia.

“A pergunta hoje é: Campo Grande vai abrir uma CPI e a Assembleia vai fazer uma CPI das Obras da Lama Asfáltica?”, indagou. Na avaliação de Luiza, sobre a apuração da Controladoria-Geral da União e da Receita, cabe à Assembleia acompanhar, mas da parte que cabe à Câmara, disse que há tempos vem denunciando e espera empenho da Câmara.

“Nós da Câmara questionamos os contratos onde a gente sabe que tem corrupção. Falei: Em Campo Grande há contratos com megaesquema desde a gestão de André Puccinelli (PMDB), com tapa-buraco e cascalhamento”, denunciou.

Luiza questiona o número de empresas que prestam serviço de tapa-buraco em Campo Grande. Ela não entende, por exemplo, porque 34 empresas operam os serviços de tapa-buraco e cascalhamento em Campo Grande.

“Acredito que usam este sistema para produzir desvios de recurso através de execução de obras, que chega em torno de R$ 10 milhões”, declarou. A Câmara chegou a apresentar pedido de CPI do Tapa-Buraco, mas só conseguiu oito assinaturas: Chiquinho Telles (PSD), Luiza Ribeiro (PPS), Paulo Pedra (PDT), Cazuza (PP), Ayrton do PT, Thais Helena (PT), Alex do PT e José Chadid (sem partido)”.

Operação Lama Asfáltica

A Polícia Federal, Receita Federal e CGU (Controladoria-Geral da União) realizaram a operação na última quinta, quando cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, visando obter detalhes de contratos com um dos maiores empreiteiros do Estado, João Alberto Krampe Amorim dos Santos.

Policiais ficaram trancados por quase cinco horas com João Amorim na residência dele, na Vila Vendas, mas também foram a uma das empresas dele, a  Proteco Construções Ltda., residência do ex-deputado Edson Giroto (PR) e na Secretaria de Obras do Estado, que também tinha contratos com Amorin. Quatro servidores foram afastados do Estado.

Jornal Midiamax