Política

Vereador é administrador de grupo que combinou vaias a Olarte

No WhatsApp o 'Professores em Debate 1' é liderado por Pedra

Jessica Benitez Publicado em 07/08/2015, às 21h48

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No WhatsApp o ‘Professores em Debate 1’ é liderado por Pedra

O vereador Paulo Pedra (PDT), ferrenho opositor ao prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), é um dos administradores do grupo no WhatsApp “Professores Debate 1” no qual os participantes combinaram ida à abertura do Festival do Sobá ontem à noite para vaiar o chefe do Executivo. Ao Jornal Midiamax o pedetista confirmou estar entre os integrantes, mas negou que houve combinação para o protesto.

“Não participo de grupo de professores que está organizando nada. Tenho um grupo de professores que conversam entre si. Não é questão de organizar, eles sabiam que o Olarte iria estar na feira e foram lá” disse, ressaltando que não esteve no evento. “Eu nem fui pra lá”.

Mesmo sem estar presente, o legislador afirmou que outros segmentos estavam na feirona e também se manifestaram não só contra o Executivo, mas contra a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). “Tinha um pessoal com camiseta ‘fora Dilma’”.

Por fim, Pedra minimizou afirmando que “a população é assim, quando meia dúzia começa a vaiar o resto acompanha”. Imagens enviadas ao WhatsApp do Jornal Midiamax mostram a conversa do grupo de educadores combinando de ir ao festival “para fazer o prefeito passar vergonha”.

Consequência – Após o episódio a Prefeitura optou por cancelar o evento comemorativo dos 116 anos da Capital e aos 500 dias de gestão de Olarte que ocorreria na noite de hoje. Segundo nota divulgada, o Executivo alega justamente que opositores usaram as redes sociais e o aplicativo para organizarem protesto.

“A decisão é fruto do clima de confronto promovido por setores da oposição irresponsável – capitaneada pelo ex-prefeito cassado Alcides Bernal e pelos vereadores Luiza Ribeiro, Paulo Pedra e Alex do PT – que têm se valido das redes sociais e de grupos no WhatsApp para convocar sua claque no objetivo de promover atos de violência durante a festa”. 

Jornal Midiamax