Política

Vence prazo para Olarte responder denúncias feitas pelo Gaeco à Justiça

Prefeito tem até este sábado para apresentar defesa por escrito

Midiamax Publicado em 21/02/2015, às 15h18

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Prefeito tem até este sábado para apresentar defesa por escrito

Vence neste sábado (21) o prazo de 15 dias dado pelo desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva para que o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e Ronan Feitosa apresentem resposta, por escrito, aos termos da acusação do Gaeco contra eles por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

No dia 6 de fevereiro o desembargador pediu para o oficial de justiça informar os acusados do prazo para apresentar defesa, caso queiram. No processo um oficial informa que foi até a casa de Ronan, mas não o encontrou. Segundo oficial, o pai de Ronan informou que ele se mudou a mais de um ano e que não tem endereço e nem telefone dele.

No processo, já digitalizado, não há informações se o prefeito foi ou não notificado. Também não há defesa de Ronan ou de Olarte. A última movimentação do prefeito foi no mesmo dia 6 de fevereiro, quando o advogado dele pediu a volta do sigilo do processo, o que foi negado pelo desembargador.

O processo

O processo foi aberto após denúncia de Paulo Sérgio Telles, que relatou um esquema de empréstimo de dinheiro por parte de Ronan Feitosa, supostamente a pedido de Gilmar Olarte, na época que a Câmara caminhava para a cassação de Alcides Bernal (PP).

Segundo denúncia, algumas pessoas emprestaram, aproximadamente, R$ 900 mil, em cheques e dinheiro, com a promessa de que receberiam cargos e vantagens futuras na administração municipal de Campo Grande. Porém, a maior parte destas pessoas teria acabado levando ‘tombo’.

Alguns trechos revelam conversas que remetem a tramas novelescas de malandragem e muitas manobras financeiras em busca da prosperidade com cheques sem fundos e empréstimos não oficiais. Boa parte dos envolvidos são ligados, de alguma forma, por vínculos religiosos. Gilmar Olarte é pastor de uma igreja evangélica antes mesmo de se tornar político.

No processo constam empréstimos de R$ 115,1 mil do filho de M.D., R$ 240 mil de S.V., R$ 100 mil de I.M., R$ 68,5 mil com C.L.S. e R$ 47 mil com M.S.T.. Quem supostamente emprestou não tinha intenções de caridade, pois os valores teriam supostamente sido cedidos mediante promessa de cargos e participações na Prefeitura, caso Olarte ficasse com o cargo de Bernal.

Segundo processo, sob o comando de Olarte, Ronan teria procurado as pessoas pedindo cheques e prometendo cargos. A mulher que emprestou o cheque de um filho chegou a ser flagrada em conversas onde, por meio de rede social, cobra diretamente ao novo prefeito pelas promessas não cumpridas após a cassação de Alcides Bernal.

A mulher chega a pedir R$ 3,5 mil ao prefeito e diz que o filho dela nem conversa mais com ela, visto que ficou negativado por conta dos cheques que voltaram por não terem fundos. Há no processo, por exemplo, várias indicações de que ela teria recebido salário da Prefeitura, já com Olarte no comando, sem nem ter trabalhado.

Em uma das gravações anexadas ao processo, esta testemunha relata que Olarte utilizaria parte do dinheiro para pagar pessoas para demonstrar insatisfação com a gestão de Bernal e parte para conquistar apoio junto a membros do Poder Legislativo, favorecendo a queda do próprio companheiro de partido e mandato para ficar com o cargo.

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