Política

Servidores não aceitam ‘desculpa do caos’ e ameaçam Prefeitura com greve

Sindicato fará quinta reunião com secretários

Midiamax Publicado em 29/04/2015, às 11h39

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Sindicato fará quinta reunião com secretários

O presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais de Campo Grande, Marcos Tabosa, fará nesta quinta-feira (30) a quinta e decisiva reunião com secretários municipais para discutir o reajuste dos servidores. Sem acordo até o momento, Tabosa avisa que não aceitará a desculpa de que a prefeitura passa por dificuldades e ameaça greve se servidores não tiverem ganho real.

“Não vamos aceitar a teoria do caos. A Constituição Federal nos ampara, dizendo que temos que ter aumento salarial. Se a Lei de Responsabilidade Fiscal foi extrapolada, não é responsabilidade do servidor, que faz a sua parte. Se houve falha, foi da parte da gestão”, declarou.

Tabosa ressaltou que os servidores não aceitam proposta que seja abaixo do ganho real, de pelo menos dois dígitos, e promete providências mais duras caso a prefeitura continue negando reajuste.

“Não vamos aceitar. Se não sairmos com proposta de ganho real,  de no mínimo dois dígitos, o único remédio que o sindicato vê, após cessar todo tipo de diálogo, é assembleia- geral para colocar na pauta a greve geral, parando todos os setores e aqueles essenciais, trabalhar só com 30%”, justificou.

O presidente do sindicato propõe outras alternativas para a redução das despesas, sem que isso venha prejudicar os servidores. “Se houve falha, da parte da gestão, o que tem que fazer é demitir 80% dos cargos em comissões contratados, que dá, aproximadamente, 850; reduzir secretarias que não servem para nada e podem ser enxugadas; e reduzir a carga horária para seis horas, o que vai economizar energia, passe e alimentação”, listou.

Caso não consiga reduzir as despesas, Tabosa orienta a Prefeitura até a reduzir repasse para os vereadores. “Pede para eles contribuírem também. Isso não acontece há 22 anos. Não vamos aceitar esta teoria do extrapolamos a folha, não temos dinheiro e que a arrecadação é isso ou aquilo”, concluiu.

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