Política

Senadores cobram a retomada de obras na UFN-3 em Três Lagoas

Empreendimento da estatal no município estava 80% pronto quando a obra parou em 2014

Midiamax Publicado em 03/05/2015, às 14h00

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Empreendimento da estatal no município estava 80% pronto quando a obra parou em 2014

O que era para ser uma solução para o mercado interno de fertilizantes, já que o reduziria em 50% a dependência brasileira de cartéis internacionais, os quais comercializam os fertilizantes num preço dolarizado, se tornou um cenário de caos e incerteza. Paralisada desde novembro do ano passado, a construção da UFN-3, que era considerada um dos ‘eldorados’ de Três Lagoas, se transformou em um problema social com o prejuízo a milhares de trabalhadores do empreendimento. Uma realidade que preocupa a ex-prefeita do município, localizado a 338 quilômetros da Capital, Simone Tebet (PMDB-MS), hoje senadora da República. Na última sessão da Casa de Leis ela ocupou a tribuna para no seu pronunciamento cobrar o Governo Federal sobre providências para a conclusão da obra. 

“Essa fábrica de fertilizantes, até novembro passado, estava com índice de 80% de conclusão. E aí, de um dia para o outro, interrompem-se os trabalhos: 5 mil trabalhadores demitidos, R$36 milhões deixados de crédito na praça do município de Três Lagoas e região. Essa obra paralisada vai causar um custo para o Brasil incalculável”, lamentou a senadora

Simone Tebet lembrou ainda na tribuna que no início de abril, juntamente com o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), foi até a sede da Petrobras no Rio de Janeiro, onde participou de uma audiência com diretores da estatal sobre a UFN-3. O parlamentar sul-mato-grossense usou um aparte do discurso da colega de bancada para citar no Senado que a fábrica de fertilizantes programada para ser implantada em Três Lagoas não se trata de um empreendimento comum, mas de uma unidade industrial com capacidade de produção de 1,25 milhão de toneladas.

“No início, vai produzir ureia; depois, amônia. Na sequência, nitrogênio, e até agregando o potássio. Quer dizer, vamos sair de uma dependência, porque o Brasil só produz 25% das suas necessidades”, ressaltou Moka, reforçando o apelo ao ao presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

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