Política

Secretário de Olarte culpa Puccinelli, Nelsinho e Bernal por crise na Prefeitura

Wilson afirma que crise é herança

Midiamax Publicado em 30/04/2015, às 10h52

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Wilson afirma que crise é herança

O secretário Wilson Prado atribui a dois ex-prefeitos, Nelsinho Trad (PMDB) e Alcides Bernal (PP), e ao ex-governador André Puccinelli (PMDB) a culpa pela crise que ameaça a Prefeitura, fazendo com que salários sejam pagos apenas no quinto dia útil, como há tempo não acontece.

Segundo o secretário, gastos que estrangulam a folha não foram criados neste governo, mas sim desde 2012, quando Nelsinho autorizou, por exemplo, piso nacional para professores com carga de apenas 20 horas, bem como aumento da hora/atividade, passando de quatro para seis. “Tivemos que contratar quase 1.000 professores na rede. Um impacto brutal”, reclamou.

O secretário também cita o próprio aumento do salário do prefeito como entrave, visto que, consequentemente, aumentou o salário de todos os outros servidores que alcançam o mesmo teto, como é o caso do auditor fiscal.

Wilson afirma que só neste ano o impacto na folha é de R$ 18 milhões, que soma-se a uma folha estrangulada pelos 18% de aumento dado ano passado por Alcides Bernal e reduções de ICMS, por mudança de Puccinelli. “A conta veio agora. Não é uma situação que a gente criou. É uma herança”, justificou.

A crise na prefeitura tem gerado revolta nos servidores, que estão descontentes com a redução das gratificações e ameaça de reajuste mínimo no salário. O presidente do Sisem, Marcos Tabosa, por exemplo, não descarta greve caso o prefeito Gilmar Olarte (PP) não dê pelo menos um reajuste de 10%.

Ontem o presidente da Câmara, Mario Cesar, causou revolta nos servidores ao anunciar que a prefeitura pensava em parcelar o salário referente ao mês de abril. A Prefeitura divulgou uma nota pouco tempo depois informando que vai pagar o salário no dia 8 de maio. Mario criticou o número de comissionados na gestão de Olarte, dizendo que nunca se viu tanto como agora. Ele alega que na gestão de Nelsinho havia 644 comissionados, passando para 392 com Bernal e 1.044 na atual.

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