Política

Reinaldo garante R$ 3,6 bilhões de capital chinês para construção de indústria

Indústria chinesa de processamento de grãos será instalada em Maracaju

Ludyney Moura Publicado em 19/05/2015, às 21h56

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Indústria chinesa de processamento de grãos será instalada em Maracaju

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) selou nesta terça-feira (19), investimentos de US$ 1,21 bilhão, o equivalente a pouco mais de R$ 3,6 bilhões, para instalação de uma indústria chinesa de processamento de milho e soja. O montante faz parte de um total de R$ 150 bilhões que o grupo BBCA fará no Brasil. O anúncio ocorreu em Brasília, em evento no Palácio do Planalto.

”O acordo consolida a parceria do Estado com os investidores do BBCA Group Corporation, responsáveis pela instalação de indústria de processamento de milho e soja no município de Maracaju”, disse o governador, revelando que serão abertos pelo menos 400 postos de trabalho com o empreendimento até o fim do ano.

Durante o evento promovido pelo Governo Fedeal que contou com a presença do primeiro-ministro chinês, Li Kequiang, os dois países formalizaram 35 acordos de parceria comercial, industrial, tecnológicos e militares.

Além dos empresários do BBCA e de representantes do CDB (China Development Bank – Banco de Desenvolvimento da China), uma comitiva com mais de 150 empresários e banqueiros chineses trocou informações com autoridades brasileiras durante o evento, inclusive com Mato Grosso do Sul

De acordo com Reinaldo, a indústria chinesa a ser instalada em Maracaju, maior produtor estadual de grãos,  deve processar anualmente 1,25 toneladas de milho e cerca de 1 tonelada de soja.

O projeto dos chineses ainda vai comportar o beneficiamento de produtos derivados dos grãos, como a produção de 150 mil toneladas de ácido cítrico, 60 mil toneladas de xarope de maltose, 300 mil toneladas de amido de milho, 60 mil toneladas de dextrose cristalina, 150 mil toneladas de lisina,  170 mil toneladas de óleo de soja e 810 mil toneladas de polpa de feijão.

Além dos protocolos firmados de cooperação, os asiáticos oficializaram a liberação da exportação de carnes de frigoríficos para o mercado chinês, um dos maiores consumidores do mundo. 

Jornal Midiamax