Política

Rachados, PT e PMDB amargam crescimento do PSDB em MS

Tucanos investem em insatisfeitos para crescer

Midiamax Publicado em 21/06/2015, às 09h44

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Tucanos investem em insatisfeitos para crescer

O PSDB mostra que deixou definitivamente de ser coadjuvante para se tornar protagonista em Mato Grosso do Sul. Depois de viver por vários anos à sombra do PMDB, o partido ganha força no comando do Governo do Estado e já começa a preocupar PT e PMDB, que não conseguem sair de uma antiga crise interna.

Os partidos que já comandaram o Mato Grosso do Sul não conseguem fazer suas lideranças se entenderem e ainda estão vendo filiados saírem e migrarem justamente para o adversário. Neste fim de semana Marçal Filho, ex-PMDB, e Ruiter Cunha, ex-PT, se filiaram ao PSDB, após insatisfação com antigos partidos. Eles são apostas fortes para disputar a prefeitura em Corumbá e Dourados, duas cidades onde o PSDB têm pouca representatividade.

Com a chegada da dupla o PSDB tem candidatos fortes nas quatro principais cidades do Estado, visto que tem Ângelo Guerreiro como favorito em Três Lagoas e a vice-governadora Rose Modesto como pré-candidata em Campo Grande.

Enquanto o PSDB aposta em novos quadros, PMDB e PT não conseguem sair da crise. O PMDB ainda tenta se livrar de uma briga entre André Puccinelli (PMDB) e a família Trad. A briga, já conhecida nos bastidores, tornou-se pública depois que Puccinelli culpou Nelsinho Trad pelo fracasso na eleição para o Governo do Estado. Foi o estopim para a família Trad anunciar a saída do partido. Agora, o PMDB tenta unir quem fica para tentar manter a hegemonia no número de prefeituras.

No PT a briga também continua feia entre Zeca do PT e Delcídio do Amaral. Zeca não gostou nada da saída de Ruiter do PT e chegou a dizer que o partido corre grande risco de perder a Prefeitura de Corumbá, onde o presidente estadual do partido, Paulo Duarte, disputará a reeleição.

Zeca culpou Delcídio e Paulo Duarte pela saída de Ruiter. Recentemente, ele já tinha alfinetado Delcídio ao declarar que pode ser candidato a prefeito em Campo Grande. Ele justificou que aceita a missão se o grupo de Delcídio e todo o PT lhe apoiar, relembrando o ano de 2010, quando acusa o senador de ter apoiado adversários.

Lideranças do PT e PMDB alegam que a eleição está muito longe e que muita coisa ainda pode acontecer. Porém, o fato é que o PSDB, que até alguns dias mantinha o mesmo discurso, sai na frente dos concorrentes, anunciando importantes filiações. Os tucanos apostam na força do Governo do Estado para convencer lideranças a migrar para o partido.

Até então este papel cabia ao ex-governador André Puccinelli, que convencia vários prefeitos a migrarem para o PMDB, apavorando presidentes de partido. Foi desta forma, por exemplo, que convenceu Dagoberto Nogueira (PDT) a fazer as pazes com ele. Segundo Dagoberto, o acordo foi firmado para evitar que o governador tomasse a maioria das lideranças do PDT no interior.

Com o prejuízo contabilizado e ameaça de perder outros quadros, PT e PMDB têm até outubro , quando vence prazo para mudança de partido, para reverter a situação desfavorável.  Já o PSDB continua investindo. Os tucanos já fizeram convite para família Trad e para o deputado federal Elizeu Dionízio (SD), que podem migrar caso abra-se a janela de trinta dias para troca de partido, sem risco de perder mandato.

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