Política

PT do B descarta aliança com Bernal por falta de diálogo

Dos quatro vereadores, apenas Cury aderiu à base aliada 

Guilherme Cavalcante Publicado em 12/10/2015, às 20h54

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Dos quatro vereadores, apenas Cury aderiu à base aliada 

Com quatro membros, o PT do B (Partido Trabalhista Brasileiro) é atualmente uma das maiores bancadas na Câmara dos Vereadores, o que pode ter grande valor para o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), na busca de governabilidade, que depende da ampliação de sua base aliada. No entanto, de acordo com o presidente regional do partido, Morivaldo Firmino de Oliveira, jamais houve qualquer aproximação do chefe do Executivo com a legenda. Ele até duvida da aproximação.

“Não vão nos procurar de jeito nenhum, não temos nenhum contato. Não tivemos na primeira (início da gestão de Bernal) e não vamos ter agora. E nós também não iremos procurá-los”, diz o presidente estadual do partido  “Mas se nos contatarem, a gente conversa para saber a intenção”, afirma.

Assim, de acordo com Morivaldo, o PT do B continuará com a orientação de que os membros assumam postura autônoma. “O partido está independente, não é oposição ferrenha. Cada membro vota a matéria que for interessante para Campo Grande”, afirma.

A possibilidade do PT do B ser procurado por Bernal foi cogitada, nos últimos dias, quando secretário de governo e relações institucionais, Paulo Pedra afirmou que diálogos para aumentar a base aliada na Câmara seria uma das metas desta semana, após o retorno de Bernal de viagem à Brasília em busca de emendas parlamentares. A confirmação do vereador Eduardo Cury (PT do B) como aliado de Bernal também levantou hipótese que seus colegas de bancada na Casa pudessem mudar posicionamento. 

O vereador Eduardo Romero, integrante da legenda, que na primeira parte da gestão de Bernal foi oposição, passando por base de Olarte e assumindo, no final, posicionamento independente, permanecerá neutro com a recondução do progressista à Prefeitura. “O partido não parou até agora para decidir sobre isso. O que tem é a liberdade de seus membros. Eu, por exemplo, estou atuando na independência já desde antes do Bernal reassumir a Prefeitura. Enquanto não tem uma decisão partidária, os membros ficam livres”, destaca.

Para Romero, o fato de estar na independência não impossibilita o diálogo com o executivo. “Eu não tenho nem o carimbo da base, de ter que dizer ‘amém’ para todas as ações do executivo, e nem a mágoa da oposição que tem que ser contrária a tudo, ver pelo em ovo. Eu prefiro atuar nessa linha: por minha parte o que for melhor para a cidade terá o meu apoio, não pretendo dificultar nada”, diz.

Já o recém ingressado na Câmara, vereador Eduardo Cury, também membro da legenda, admitiu ontem ao Jornal Midiamax que se posiciona como base de Bernal. “Acho que ser chamado de base neste momento é justo. No entanto, eu sou mais que isso, sou uma pessoa com compromisso com Campo Grande. Então, tudo o que precisar ser votado para tirar a cidade desta situação, Bernal tem meu apoio”, disse.

Até a publicação desta matéria, os vereadores Flávio César e Otávio Trad, ambos do PT do B, não atenderam igações.

Jornal Midiamax