Política

Prisão de Delcídio mostra que instituições estão agindo, diz Azambuja

Delcídio está preso desde quarta-feira

Midiamax Publicado em 28/11/2015, às 17h09

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Delcídio está preso desde quarta-feira

“É triste”, mas mostra que as instituições estão funcionando. Dessa forma define o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), a respeito da prisão do senador Delcídio do Amaral (PT), que, por sua vez, disputou a eleição para sucessão do governo estadual com Azambuja, em 2014. O senador foi preso na quarta-feira (25), por determinação do STF, o que foi ratificado pelos senadores.

“Entristece, ver um senador que representa o povo sul-mato-grossense nestas condições”. No entanto, “as instituições funcionando”, cai como um “alento” para as pessoas que atualmente repudiam a boa política, em detrimento de atos que muitas vezes ficam impunes. “O Supremo e o Ministério Público realmente estão fazendo sua parte”, disse.

Sobre a decisão do Senado, que aprovou a manutenção da prisão de Delcídio, Azambuja disse que os parlamentares “não podiam ter outra atitude”, do contrário, poderiam ser coniventes. “Foi um ato de lisura e sabedoria confirmar e manter ele, até que se apure todos os fatos que levou a prisão e os motivos da denúncia”, disse.

Durante a campanha, enquanto candidato, o governador citava em suas propagandas e discursos suposto envolvimento do senador nos escândalos da Petrobras e Delcídio, por sua vez, negava e ameaçava processar.

Em março deste ano, o senador chegou a conceder entrevista coletiva para comentar a exclusão do nome dele da lista dos que serão investigados na Operação da Lava Jato. Durante a coletiva o senador reclamou do que chamou de “covardia” dos que lhe acusaram durante a campanha e agradeceu o voto dos que confiaram nele mesmo diante de tudo o que aconteceu.

Prisão

Delcídio foi preso no hotel Golden Tulip, em Brasília, na quarta-feira, para não atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Ele foi citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano disse que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Consta que o senador ofereceu a possibilidade de fuga a Cerveró em troca de ele não aderir ao acordo de colaboração com a Justiça, revelando as irregularidades da operação. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró.

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