Política

Principais alvos da Lama Asfáltica prestaram depoimento na PGJ

Investigação deu origem à Coffee Break

Jessica Benitez Publicado em 30/09/2015, às 22h54

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Investigação deu origem à Coffee Break

Na manhã desta quarta-feira (30) quatro peças-chave à Operação Lama Asfáltica teriam prestado depoimento à Polícia Federal, sendo eles o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB) e os dois empresários João Alberto Kramp Amorim e João Baird, respectivamente donos da Itel Informática e Proteco Engenharia. O ex-secretário de Obras na gestão de Puccinelli, Edson Giroto (PR), também estaria entre os ouvidos. Oficialmente informações não são confirmadas.

A Lama Asfáltica tornou-se pública no dia 9 de julho com cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, mas começou em 2013, envolvendo Polícia Federal, MPF (Ministério Público Federal), CGU (Controladoria Geral da União) e Receita Federal. A investigação é sobre suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio de fraudes em licitações, envolvendo agentes públicos e alguns dos empreiteiros donos de vários contratos milionários com o Poder Público, entre eles Amorim e Baird.

Na avaliação da PF, Amorim contou com a ajuda da gestão do ex-governador para montar uma organização criminosa que atuava em várias obras do governo do Estado, com direcionamento de licitação e superfaturamento. A apuração saiu dos holofotes quando a Operação Coffee Break, desdobramento da Lama, estourou.

A segunda apuração é liderada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e diz respeito à possível compra de votos de vereadores para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março do ano passado. Ambas colheram depoimentos do trio ouvido hoje e outros políticos e empresários, mas nenhuma prisão ocorreu até o momento.

Jornal Midiamax