Política

Prefeitura tem R$ 91 milhões em 34 contratos de tapa-buraco, diz secretário

Secretário enviou relatório junto com ofício em que pede prazo até 26 de fevereiro para entregar documento

Midiamax Publicado em 19/02/2015, às 16h27

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Secretário enviou relatório junto com ofício em que pede prazo até 26 de fevereiro para entregar documento

O secretário de Obras, Valtemir de Brito, encaminhou planilha com 34 contratos entre empreiteiras e a Prefeitura de Campo Grande, para operação do serviço de tapa-buraco que, juntos, somam R$ 91.426.124. O documento foi enviado nesta quinta-feira (19), à Câmara Municipal, que concedeu prazo até 26 de fevereiro para que o secretário entregue toda a documentação solicitada.

O documento está dividido entre empresa e montante inicial destinado para execução do serviço, mas não informa as datas de execução. Ainda conforme o relatório, são apresentados todos os contratos de tapa buraco que “são remanescentes de administrações anteriores”, ressaltando que a atual só deu continuidade aos já vigentes, diz o documento.

Além disso, o secretário reforça que será entregue toda a documentação solicitada pela Câmara, que promoveu audiência pública com o secretário. Na ocasião, o titular não soube responder aos questionamentos, mas se comprometeu a entregar documentos e encaminhar as respostas.

Enquanto isso, a oposição tenta convencer os colegas sobre a necessidade de instaurar a CPI do Tapa Buraco, argumentado ser “inevitável”. A abertura do inquérito do legislativo depende de duas assinaturas. Oito vereadores já autorizaram a CPI.

O líder do prefeito na Casa de Leis, vereador Edil Albuquerque (PMDB), afirma que o secretário e Prefeitura não vão deixar de enviar os esclarecimentos solicitados. Até alguns vereadores da base concordam com a CPI, mas dizem aguardar “a boa vontade” do secretário e os documentos solicitados. Somente depois seria caso de assinar à favor.

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