Política

Prefeito enfrenta ‘fogo amigo’ na Câmara e oposição aproveita

Aliados classificam ataques como 'fogo amigo'

Midiamax Publicado em 15/04/2015, às 10h37

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Aliados classificam ataques como ‘fogo amigo’

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), mantém o discurso de que a relação com a Câmara é excelente. Nesta terça-feira (15), no entanto, ele voltou a ser alvo do que correligionários classificaram como ‘fogo amigo’. O vereador Paulo Siufi (PMDB), por exemplo, criticou duramente o secretário de Obras, Waltemir de Brito.

Cobrando atendimento, o vereador disse que ‘é mais fácil falar com o Papai Noel do que com o secretário’ e chegou a aconselhá-lo a se esconder em um buraco e se tapar, caso não esteja interessado em atender vereadores e a sociedade.

E as críticas não partiram apenas de Siufi. A vereadora Carla Stephanini (PMDB), teoricamente também aliada, criticou a atuação de Olarte em relação às contas. Indagada sobre as várias suplementações feitas pelo prefeito, a vereadora ponderou que a gestão tomou atitude nada recomendável diante da crise. “Teve mais empenho para gastar do que disposição para economizar”, disparou.

Outro assunto que também serviu de ‘munição’ contra a administração municipal foi a atuação da Guarda Municipal. Segundo as reclamações, a corporação estaria abandonando prédios públicos para atuar como a Polícia Militar nas ruas. O vereador Chiquinho Telles (PSD) lamentou a situação, alertando para possibilidade de guardas serem mortos por conta das ordens do secretário municipal de segurança, Valério Azambuja.

A fragilidade da base foi comprovada com votação de requerimento minutos depois. O líder do prefeito, vereador Edil Albuquerque (PMDB), bem que pediu, mas não foi ouvido por aliados, que aprovaram requerimento da oposição, solicitando informações sobre falta de merenda.

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