Política

Por crise, Olarte declara ponto facultativo na próxima segunda

Expectativa é que 95% dos prefeitos façam o mesmo

Jessica Benitez Publicado em 05/08/2015, às 18h10

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Expectativa é que 95% dos prefeitos façam o mesmo

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), aderiu ao protesto dos chefes dos Executivos sul-mato-grossenses e declarou ponto facultativo às repartições municipais na próxima segunda-feira (10), quando será o lançamento da campanha de Conscientização da População acerca da crise que assola as gestões das cidades. Conforme publicação do Diário Oficial desta quarta-feira (5) o disposto não se estende às unidades e serviços considerados essenciais no atendimento ao cidadão.

A campanha será lançada às 9h na sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e segundo o presidente, prefeito de Nova Alvorada do Sul, Juvenal Neto (PSDB), 95% dos prefeitos também declararão ponto facultativo e virão à reunião em busca de soluções à crise econômica. Juntos, os gestores vão entregar carta à bancada federal pedindo ajuda na pressão ao Governo Federal para liberação de repasses. 

 “Convidamos todos os deputados federais, os três senadores e o governador Reinaldo Azambuja. Queremos o máximo de empenho para o cumprimento do Pacto Federativo. A reunião vai servir ainda para esclarecermos à população nossa situação. Vamos parar todos os serviços, deixar só o essencial”, disse o tucano.

Hoje ocorre em Brasília a ‘mobilização permanente’ promovida pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) para pressionar a União no repasse de recursos.  Neto conta que cerca de 500 gestores estará amanhã na Capital Federal reivindicando liberação dos “restos a pagar” referentes a 2013/2014.

“São quase R$ 35 bilhões, só no estado R$140 milhões que são tanto de emendas quanto de obras que foram iniciadas e não terminaram por falta de repasse de verba. A situação é muito delicada”, explicou o tucano. Os administradores têm a expectativa de se reunirem com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), bem como com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), para que eles levem as solicitações à presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

“Também tem a questão do FPM que o governo federal ficou de aumentar em 2015 e 2015, mas ainda não foi cumprido. A situação é tão complicada que se comparar maio e julho houve queda de 26%”, disse referindo-se ao Fundo de Participação dos Municípios destinado a Nova Alvorada do Sul.

Jornal Midiamax