Política

Para vereadores, briga ainda não acabou e Bernal deve ser afastado

Liminar que pediu afastamento foi negada pela Justiça 

Heloísa Lazarini Publicado em 07/10/2015, às 21h01

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Liminar que pediu afastamento foi negada pela Justiça 

A notícia que o pedido de afastamento do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), foi negado pela Justiça surpreendeu vereadores da Capital, em especial os de oposição.

Nesta terça-feira (6), durante sessão na Câmara, o presidente do Legislativo, Flavio Cezar (PT do B), afirmou, em entrevista à imprensa que o pedido do MPE (Ministério Público Estadual), ratifica a decisão da Câmara de cassar Bernal, em março de 2014.

Para o vereador Chiquinho Telles (PSD), a decisão da Justiça deve ser acatada, mas o trabalho da Câmara na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote não foi falho e apresentou provas concretas que validaram cassação. “Ordem judicial a gente cumpre e não discute, acreditamos na Justiça, as todo dia as coisas mudam, o cenário político muda”, diz Chiquinho.

O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Marcelo Ivo de Oliveira, indeferiu nesta quarta-feira (7), pedido do MPE, feito pelo Promotor de Justiça Alexandre Capiberibe Saldanha, sob alegação de falta de provas.

Com mesmo discurso, o vereador Carlão (PSB) reforça tese que Bernal foi culpado das denúncias apresentadas na CPI do Calote e minimiza decisão alegando que “no mundo jurídico cabem várias interpretações”. “Eu não vi ainda a decisão, mas nesse mundo jurídico cabem interpretações.”

Carlão, entretanto, voltou a defender posicionamento da Casa de Leis por ter cassado mandato de Bernal em 2014 reafirmando que decisão da Câmara foi isenta de cunho político.

“A Câmara sempre falou e vai falar que foram cometidas várias irregularidades. O próprio Ministério Público Federal agora tornou Bernal réu em processo sobre distribuição de merenda. A Câmara vai continuar provando que fez tudo dentro da legalidade, mas essa briga não vai acabar agora, até porque a Câmara não vai nem pode desistir de provar que fez tudo dentro da lei”.

Já o vereador Chocolate (PP), evitou comentar decisão da Justiça, mas voltou a defender afastamento de Bernal. “Minha opinião é que ele (Bernal) deveria ter sido afastado em 2014, pois cometeu nove irregularidades e não deveria ter voltado agora”.

Os demais vereadores não atenderam ligações nem retornaram recados.

Jornal Midiamax