Política

Otimista, Olarte diz que ‘não tem medo de cara feia’ ao reafirmar redução de gastos

Com menos R$ 105 milhões em caixa, Olarte anunciou medidas para conter gastos da Prefeitura

Midiamax Publicado em 10/01/2015, às 21h05

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Com menos R$ 105 milhões em caixa, Olarte anunciou medidas para conter gastos da Prefeitura

O prefeito de Campo Grande (MS), Gilmar Olarte (PP), se diz confiante com relação ao orçamento de 2015, ao adotar uma série de medidas de contenção de gastos da administração municipal e afirmar que economia ‘será difícil’, mas que Prefeitura vai conseguir conter gastos.

“É preciso fazer economia. Vai ser difícil, mas não temos medo de cara feia”, disse Olarte, após anunciar diversas medidas para tentar conter os gastos na Prefeitura. Anteriormente, Olarte chegou a afirmar que economizaria ‘até na água e luz’ da Prefeitura, de olho em redução de R$ 50 a R$ 100 milhões.

Com menos R$ 105 milhões em caixa, Olarte anunciou medidas para conter gastos, como, por exemplo, suspensão, por 90 dias, de contratação de servidores comissionados, além de concessão de benefícios a funcionários, como promoções e pagamentos de diárias.

Olarte alega, desde as tratativas de aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), diminuição na arrecadação do imposto e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), prevista para 2015. O IPTU, no entanto, arrecadou mais de R$ 71 milhões, conforme último balanço divulgado pelo secretário municipal de Receitas, Ricardo Vieira.

A Prefeitura diz que esperava arrecadar mais com o imposto, uma vez que previa aumento de, pelo menos, 23%, enquanto a Câmara Municipal aprovou reajuste de 12,5%.

Na ocasião do reajuste, em novembro passado, vereadores foram contra o aumento proposto por Olarte e prometeram aprovação de reajuste bem menor ao sugerido. O executivo espera arrecadar R$ 275 milhões com o IPTU.

Outra saída para cortar gastos, acrescenta Olarte, é remanejar servidores entre secretarias municipais. As medidas teriam o intuito de ‘fazer o dever de casa’, com relação às conseqüências da economia nacional.

Outras medidas ainda devem ser adotadas para garantir o equilíbrio das finanças da Capital, afirma o secretário de Administração, Wilson do Prado, que deve se reunir com Olarte na próxima semana para discutir possíveis ações.

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