Política

Oposição quer afastar Olarte por denúncia do Gaeco de corrupção e lavagem de dinheiro

Ministério Público denunciou prefeito por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro

Midiamax Publicado em 24/02/2015, às 14h31

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Ministério Público denunciou prefeito por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) declarou na manhã desta terça-feira (24), durante sessão na Câmara Municipal, que vai pedir o afastamento do prefeito Gilmar Olarte (PP) por corrupção e lavagem de dinheiro. A parlamentar garante que teve acesso à cópia do processo sobre a investigação feita pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Segundo a vereadora, entre hoje e amanhã (25), ela e outros vereadores da oposição devem se reunir para pedir o afastamento do chefe da administração municipal.  “As denúncias são muito graves. Não podemos permitir que os interesses públicos sejam conduzidos por alguém que sofre processo por corrupção e lavagem de dinheiro”, afirma.

A vereadora explica que o pedido será baseado no artigo 23, inciso XIV da Lei Orgânica que trata as atribuições da Câmara. “afastar de suas funções, o Prefeito, o Vice-Prefeito, os Secretários Municipais ou ocupantes de cargo da mesma natureza, se recebida a denúncia contra os mesmos, pelo juízo competente”, estabelece.

Depois de ser apresentado, o pedido de afastamento deve passar por votação entre os vereadores. Para que Olarte seja afastado do cargo, são necessários 20 votos. “A Câmara tem responsabilidade. Vamos apresentar o pedido e cabe aos vereadores decidir o que vão fazer”, ressalta.

Entenda o caso – o processo contra o prefeito foi aberto após denúncia de Paulo Sérgio Telles, que relatou um esquema de empréstimo de dinheiro por parte de Ronan Feitosa, supostamente a pedido de Gilmar Olarte, na época que a Câmara caminhava para a cassação de Alcides Bernal (PP).

Segundo denúncia, algumas pessoas emprestaram, aproximadamente, R$ 900 mil, em cheques e dinheiro, com a promessa de que receberiam cargos e vantagens futuras na administração municipal de Campo Grande. Porém, a maior parte destas pessoas teria acabado levando ‘tombo’.

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