Política

Onevan perde disputa e presidência da Assembleia fica entre Mochi e Zé Teixeira

Onevan não conseguiu apoio no grupo de Azambuja e Zé Teixeira continua na disputa

Midiamax Publicado em 05/01/2015, às 11h31

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Onevan não conseguiu apoio no grupo de Azambuja e Zé Teixeira continua na disputa

O deputado Onevan de Matos (PSDB) perdeu no voto dentro do grupo político e deve abrir mão da disputa pela presidência da Assembleia para dar espaço ao deputado Zé Teixeira (DEM). Onevan não conseguiu nenhum voto no grupo de Azambuja. O trio composto por Flávio Kayatt (PSDB), Rinaldo Modesto (PSDB) e Ângelo Guerreiro (PSDB) não apoiou o colega de partido e optou pelo representante do DEM, que agora conversa com o PMDB.

 Zé Teixeira inicia diálogo com o candidato do PMDB, Junior Mochi, para decidir quem será o presidente e o primeiro secretário da Assembleia Legislativa. Isso porque, com os votos de cinco peemedebistas e cinco integrantes do grupo de Azambuja, eles precisam de apenas três deputados para chegar a uma maioria

Além dos 10 garantidos, Mochi alega ter outros quatro dispostos a votar nele para presidente, o que já lhe dá uma boa vantagem no consenso que pretendem chegar para escolha do novo presidente.

“Não vai haver disputa. Vamos chegar a um entendimento. Tudo está sendo conduzido em alto nível. Vamos chegar a um entendimento entre os 24 deputados. Em 20 anos que estou aqui, nunca teve disputa”, avaliou o deputado Zé Teixeira. A boa vontade do escolhido do grupo de Azambuja dá vantagem a Mochi, já que o PMDB não abre mão da presidência.

Além de Mochi e Zé Teixeira, demonstram interesse pela presidência os deputados Mara Caseiro (PTdoB) e Paulo Corrêa (PR), mas com certa dificuldade. Mara Caseiro não tem apoio nem do colega de bancada, Márcio Fernandes, que já declarou voto em Mochi. Já Paulo Corrêa (PT) tem como empecilho o fato de ter apoiado o adversário de Azambuja, Delcídio do Amaral (PT).

A dificuldade de Corrêa é grande porque se convencer Azambuja de que ele seria a melhor opção, precisaria fazer o PT, que já declarou oposição ao PSDB, aceitar compor com o adversário. Neste caso, Azambuja ainda ganharia a rejeição dos peemedebistas, que seriam preteridos, mesmo tendo o maior número de deputados.

Sem o governo, o PT também ficou enfraquecido na luta por cargos maiores. A situação é feia a ponto dos petistas terem declarado apoio a Junior Mochi, mesmo ele anunciando que a prioridade é compor com o grupo de Azambuja. Neste sentido, o PT ficou como segunda opção do então rival, PMDB.

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