Política

Olarte cede e anuncia licitação, mas deve manter tapa-buracos, diz Kako

Secretário quer compromisso de empreiteiras com recapeamento em novos contratos

Midiamax Publicado em 20/02/2015, às 11h31

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Secretário quer compromisso de empreiteiras com recapeamento em novos contratos

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), vai encerrar os contratos e abrir novas licitações para execução do serviço de tapa-buraco. O anúncio foi feito pelo secretário Municipal de Transporte e Habitação, Valtemir de Brito, conhecido como Kako.

O secretário explicou que a intenção do prefeito é publicar as licitações já no começo do próximo mês, para garantir mudanças no serviço. Segundo o secretário, não tem como substituir o serviço de tapa-buraco, mas o objetivo é incluir dentro das obrigações da empresa a execução de recapeamento, principalmente nas ruas mais críticas, que já não comportam remendos.

“Vamos cancelar e licitar novos contratos, onde se prevê percentual de recapeamento, com conceito de recuperação de vias”, prometeu. Segundo o secretário, a intenção é abrir várias licitações, com critérios que ainda estão sendo definidos. Até o momento não há, por exemplo, definição de qual será o comprometimento das empresas com este recapeamento.

O secretário ressalta que as mudanças têm por objetivo reduzir, ao longo do tempo, o gasto com tapa-buraco, visto que hoje não há compromisso das empresas com recapeamento. Ele afirma que os novos contratos terão detalhamento de como será feito o serviço, o que não é descrito nos contratos firmados atualmente.

“Dentro deste novo contrato vai estar explicitada a forma de executar o serviço, tipo de equipamento e desenho da execução do serviço. A fiscalização será mais fácil porque vai estar explicitado. Hoje não está explicitada no contrato a forma de execução”, justificou.

A reportagem questionou a falta de fiscalização dos contratos atuais e o secretário disse que hoje as empresas seguem critérios técnicos do DNIT e norma da ABNT, mas admitiu que a fiscalização não é tão eficiente, visto que o alcance chega a maior parte e não a totalidade das empresas que executam o serviço. 

“Hoje temos fiscalização ‘in loco’ na maior parte das equipes. Uma fiscalização diária volante, que circula nas equipes que estão prestando serviço. Dentro dos novos contratos vamos fazer todas previsões, desde material, equipamento, até forma de mediação”, concluiu.

Espera

Os vereadores, principalmente da oposição, aguardam respostas de Caco sobre as denúncias de tapa-buraco fantasma em Campo Grande. Eles não descartam CPI depois que alguns moradores filmaram suposto tapa-buraco fantasma. O secretário chegou a ir à Câmara, mas ficou de responder alguns questionamentos em outra oportunidade.

Ontem o secretário pediu mais prazo para responder a questionamentos da Câmara Municipal sobre tapa-buracos, alegando que devido a quantidade de dados e documentos solicitados, não só pela Câmara, mas por outros órgãos de fiscalização, não houve tempo hábil para a coleta de documentos para a entrega no dia acertado, que seria no dia 13 de fevereiro. Eles prometeram entregar os documentos no dia 26 de fevereiro.

Até o momento só oito vereadores foram favoráveis a CPI dos Buracos, que precisa de dez assinaturas para sair do papel. Alguns vereadores afirmam que vão esperar a resposta da prefeitura antes de assinar para abertura da CPI. Até o momento assinaram o requerimento os vereadores: Luiza Ribeiro (PPS), Alex do PT, Paulo Pedra (PT), Thais Helena (PT), Ayrton do PT, Cazuza (PP), Chiquinho Teles (PSD) e José Chadid (PSDB). 

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