Política

Nomeado no Ministério dos Transportes, Giroto estaria em cargo vetado pela Abin

Giroto ocuparia, na prática, cargo vetado pela Abin em março

Evelin Cáceres Publicado em 14/06/2015, às 13h23

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Giroto ocuparia, na prática, cargo vetado pela Abin em março

O ex-deputado estadual Edson Giroto, que também foi secretário estadual na gestão de André Puccinelli e candidato a prefeitura derrotado nas urnas em 2012 ocuparia cargo vetado pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no Ministério dos Transportes. A informação é de Leonel Rocha, da Revista Época.

Segundo a nota da coluna “Expresso”, “A manobra do PR para mandar no DNIT”, a jogada será uma forma encontrada pelo mensaleiro condenado e ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR) para abrigar Edson Giroto, que ficou sem mandato, no governo federal.Após três meses da nomeação original, a bancada do PR teria conseguido colocar o ex-deputado no cargo vetado.

No final de fevereiro, surgiu a possibilidade de Giroto ser nomeado secretário executivo, quando até uma lista chegou a ser divulgada pelo Ministério. De acordo com a coluna, a nomeação só não aconteceu porque a Abin vetou o nome.

Isto porque Giroto responde a processo no STF (Supremo Tribunal Federal), a Ação Penal 605, instaurada após investigação da Polícia Federal, a Operação Vintém, de 2007. Giroto, o filho do ex-governador, André Puccinelli Júnior, Edmilson Rosa e Mirched Jafar Júnior, então dono da gráfica Alvorada, que trabalhou para a campanha do governador Puccinelli, são réus da Ação.

Giroto foi nomeado como seu assessor especial em março, função que não necessita de parecer do serviço secreto do governo. Um dia depois, o ex-deputado foi promovido a secretário executivo substituto, função que também não precisa do aval da Abin.

Agora, Giroto ocuparia, na prática, a função de secretário executivo para a qual tinha sido vetado por seu histórico com o STF. Isso porque no último dia 20 de maio, Miguel de Souza foi exonerado do cargo de Secretário de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério. No papel, o ex-deputado federal pelo Paraná, Luciano Castro, foi nomeado para substituir Miguel.

No atual cargo, Giroto passou a ser o que inicialmente queriam que fosse, presidente do conselho administrativo do DNIT. Ele decide tudo do órgão que tem mais de mil contratos e um orçamento de R$ 10 bilhões por ano para construção e manutenção de estradas federais. O Jornal Midiamax tentou contato por celular com Giroto, que não atendeu as ligações. 

Jornal Midiamax