Política

‘Nenhum servidor será negativado’, diz Reinaldo Azambuja sobre consignados

Dívida do governo com operadoras de crédito chega a R$ 51 milhões

Midiamax Publicado em 12/02/2015, às 13h37

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Dívida do governo com operadoras de crédito chega a R$ 51 milhões

“Nenhum servidor será negativado”, disse na manhã desta quinta-feira (12) o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), após reunião com sindicatos de vários setores do funcionalismo estadual. No entanto, o Executivo já deixou de repassar, somente este ano, R$ 51 milhões a operadoras de crédito consignado, deixando as categorias receosas quanto à possibilidade de ficarem com o ‘nome sujo praça’.

Segundo o governador, advogados do governo estudam meios legais para quitar as pendências com as financeiras e alguns sindicatos. Além dos R$ 51 milhões aos operadores de crédito, há R$ 1,5 milhão a ser repassado para duas instituições representantes dos funcionários públicos estaduais.

O problema começou porque, ainda segundo informações do atual governo, a gestão anterior deixou dinheiro para pagar os salários, mas não para repassar às financeiras. Na prática, os servidores tiveram os valores de consignados descontados de seus vencimentos, mas o dinheiro não chegou a quem deveria receber as parcelas.

Ao falar sobre a negociação do governo de forma a evitar a restrição de crédito aos servidores, Reinaldo também prometeu criar um fórum permanente envolvendo a gestão pública e os funcionários. Neste espaço, complementou, serão discutidas também as questões salariais.

“Vamos abrir a questão financeira do Estado na hora de discutir os salários”, ampliou o governador. Os secretários de Governo, Eduardo Riedel, e da Casa Civil, Sérgio de Paula, devem representar o governo no tal fórum permanente.

Reinaldo também comentou, após a reunião com os sindicalistas, na Governadoria, que a folha de inativos do Estado trabalha com déficit mensal de R$ 128 milhões. Segundo ele, o presidente da Ageprev (Agência de Previdência Social de MS), Jorge Martins, está com a missão de estudar formas de reduzir este custo.

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