Política

Nelsinho se nega a entrar em disputa com irmão e cogita aliança

Ex-prefeito descarta disputar Prefeitura da Capital novamente 

Heloísa Lazarini Publicado em 30/09/2015, às 21h05

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Ex-prefeito descarta disputar Prefeitura da Capital novamente 

Ao assumir comando do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, ex-PMDB, tomou para si a “missão” de reestruturar o partido em Mato Grosso do Sul e resgatar importância politica da sigla, que nos últimos anos tem se contentando com pequenos espaços no Legislativo e Executivo tanto em esferas municipais quanto estadual.

“Eu quando fui nomeado presidente do diretório estadual do PTB, recebi da direção nacional do partido, a missão de reestruturar o PTB em todo o Estado e comecei uma busca por filiações”, explica. Segundo Nelsinho, o objetivo da sigla em 2016 é lançar candidaturas próprias sempre que possível, mas sem obrigatoriedade. “Queremos sim ter candidatura própria onde for, mas quando não houver possibilidade, vamos buscar espaço como vice e quando isso não acontecer vamos formar chapas fortes de vereadores.”

É nessa linha de ocupar todo e qualquer espaço que Nelsinho “inclui” nos planos do partido o irmão, deputado estadual Marquinhos Trad, hoje filiado ao PMDB, mas que desde o início do ano tem anunciado, publicamente, desejo de disputar a Prefeitura da Capital em 2016. Marquinhos já foi cotado para entrar no PSD (Partido Social Democrático), na Rede, que teve sua criação recentemente homologada, e até o PMDB, considerado por ele “ninho estranho”, já cogitou a possibilidade de tê-lo como candidato.

“Marquinhos é um ótimo nome, e pode até mesmo se filiar ao PTB, eu não pretendo ser candidato, mas não vou entrar em briga com ele, isso não vai acontecer”. Questionado sobre possibilidade de compor aliança com irmão caso Marquinhos seja candidato por outra sigla, Nelsinho não descarta, porém admite, que, neste momento, tudo não passa de hipóteses. “Ainda é muito cedo para falar em candidaturas, todos estamos esperando a reforma política ser concluída e tudo vai depender das composições”.

Jornal Midiamax