Política

Justiça manda professores em greve deixarem Paço Municipal

Decisão do TJ/MS saiu na tarde desta quinta-feira

Jessica Benitez Publicado em 25/06/2015, às 21h07

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Decisão do TJ/MS saiu na tarde desta quinta-feira

O desembargador do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Romero Osme Dias Lopes, traçou limite à greve dos professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) em relação à obstrução causada pelo movimento dos educadores nas imediações do Paço Municipal. O descumprimento da determinação culmina em multa diária de R$ 20 mil.

Como justificativa à decisão, ele argumenta que a região onde está o prédio acomoda quatro hospitais, além de escolas, sendo assim o trânsito, bem como as passagens para pedestres, não podem ser atravancados. “Evidencia-se, neste momento, o exercício abusivo do direito de greve pela entidade sindical”, diz o texto.

Para exemplificar a confusão causada pela manifestação, ele cita a montagem das barracas em volta da Prefeitura da Capital, o uso de carros de som e o congestionamento das ruas.  “Montagem de barracas no prédio e imediações da Prefeitura, a obstrução do trânsito de uma das avenidas de maior fluxo da cidade, além de utilização de manifestações sonoras consistentes em uso de buzinas, apitos e panelas”.

 Para ele, a atitude tira o sossego de quem está as imediações, “onde também se avizinham escolas, clínicas, hospitais, residências e comércios”, detalha. Em muitos casos há utilização de apitos, buzinas e até panelas para gerar barulho. 

Ainda de acordo com a decisão, tal postura por parte dos manifestantes caracteriza violação da Lei 7.783/89, que dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais, regula o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, e dá outras providências.  “As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa” conclui.

Jornal Midiamax