Política

Grupo de gays e bi faz moção de repúdio à condecoração de Bolsonaro

Grupo pede que homenagem a deputado seja revogada

Midiamax Publicado em 13/04/2015, às 22h01

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Grupo pede que homenagem a deputado seja revogada

A Rede Apolo (Rede de Homens Gays e Bissexuais de Mato Grosso do Sul) protocolou nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa, moção de repúdio à condecoração de Bolsonaro. O capitão da reserva do Exército e deputado federal Jair Bolsonaro (PP) será homenageado pelo Governo a pedido do Comando da PM/MS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).

Na moção, a Rede frisa que “é de conhecimento notório que Bolsonaro defende pautas extremamente discriminatórias contras as mulheres, negros, indígenas, LGBT, crianças e adolescentes, vítimas de tortura, além do que defende a volta da ditadura militar e práticas de torturas como legítimas”.

A Rede ainda apela que a decisão seja revogada. “A medalha Tiradentes é uma honraria que deve ser concedida a pessoas que realmente prestam serviços relevantes à população sul-mato-grossense e que não violem os Direitos Humanos”.

A homenagem

A PM/MS concederá a medalha Tiradentes, uma homenagem a pessoas que prestam serviços relevantes à população e a Polícia Militar do Estado, a Bolsonaro e mais 30 pessoas públicas. A lista foi divulgada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial do Estado.

A medalha Tiradentes tem por objetivo condecorar cidadãos. De acordo com o Decreto N. 1.542, de 25 de fevereiro de 1982, artigo 1º, ela é “destinada a galardoar civis e militares que tenham prestado assinalados serviços a Corporação, e policiais militares que, no seio da classe, se destaquem pelo seu valor pessoal de modo a contribuir decisivamente para o aperfeiçoamento e projeção da Instituição no âmbito nacional ou estadual”.

A assessoria da Polícia Militar foi questionada pela equipe de reportagem sobre qual o serviço relevante prestado pelo deputado a Mato Grosso do Sul e informou que Bolsonaro é um ‘grande defensor das políciais militares do Brasil e de seus integrantes’.

A entidade revelou ainda que o parlamentar serviu o Exército Brasileiro no município de Nioaque, como capitão, entre os anos 1979-1981, durante o período de ditadura militar.

O progressista, famoso nacionalmente pelas declarações consideradas preconceituosas por ativistas negros e homossexuais, foi procurado para comentar o assunto, mas não foi encontrado em seu gabinete parlamentar.

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