Política

Governo estuda ir à Justiça contra empresa por morte de peixes do Aquário

Contrato foi rescindido e comissão estuda novas medidas

Midiamax Publicado em 30/06/2015, às 13h42

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Contrato foi rescindido e comissão estuda novas medidas

O governo estadual pode ir à Justiça contra a empresa Anambi Análise Ambiental, responsável por cuidar de peixes do Aquário do Pantanal e que teve o contrato rescindido na segunda-feira (29). Segundo o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), decisão neste sentido dependerá de análise da comissão formada para estudar o assunto.

Na manhã desta terça-feira (30), Reinaldo reafirmou que, de 14 mil peixes mantidos em cativeiro aguardando a conclusão das obras do Aquário, cerca de 10 mil morreram. O contrato entre o governo e a Anambi foi feito em 2014, ainda durante a gestão de André Puccinelli (PMDB).

Ocorre que, até o momento, não há data prevista para a inauguração do Aquário do Pantanal. Diante da mortandade dos peixes, o acordo com a Anambi, que totalizava R$ 5,2 milhões, foi cancelado.

A comissão formada, que reúne representantes do governo e do MPE (Ministério Público Estadual), por exemplo, é que vai decidir os encaminhamentos em relação ao caso. Enquanto isso, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) assumirá a manutenção dos peixes.

O Aquário do Pantanal está em construção no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, enquanto os peixes estão sendo mantidos, desde o fim do ano passado, na sede da PMA (Polícia Militar Ambiental). A obra foi lançada em 2010 e a gestão de Puccinelli pretendia concluí-la, o que não aconteceu – a obra, inicialmente orçada em R$ 84 milhões, já custou cerca de R$ 240 milhões aos cofres públicos.

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