Política

‘Espero voltar dia 27’, diz Bernal, de olho na Prefeitura após expulsar Olarte do PP

O ex-prefeito também falou sobre a possibilidade de voltar a ser candidato a prefeito em 2016.

Ludyney Moura Publicado em 13/01/2015, às 18h50

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O ex-prefeito também falou sobre a possibilidade de voltar a ser candidato a prefeito em 2016.

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, presidente estadual do PP, rebateu a afirmação de seu sucessor e adversário político, Gilmar Olarte, de que não havia sido comunicado de sua expulsão do partido.

“Ele (Olarte) já está comunicado há tempos, mais uma vez mente. O Gilmar Olarte é uma pessoa não grata dentro do partido, por suas atitudes anti-éticas, criminosas e imorais”, disparou Bernal.

O Partido Progressista se reuniu hoje (13) para definir uma agenda da sigla para as eleições de 2016 e 2018, e também para oficializar a expulsão de Gilmar Olarte.

Bernal afirmou que o partido já possui alguns nomes como pré-candidatos a prefeito em municípios do interior, mas não se colocou entre eles. O ex-prefeito falou que pretende abrir espaço para o surgimento de novas lideranças políticas em Mato Grosso do Sul.

“Não tenho objetivo de buscar uma eleição em 2016, até porque ganhei eleição em 2012 e não pude cumprir meu mandato ate agora. Espero que a partir do dia 27 (de janeiro) eu possa”, disse ele, citando a data marcada para o julgamento do recurso no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) que pode reconduzi-lo à Prefeitura da Capital.

Apesar de não ser oficialmente pré-candidato a prefeito da Capital, Bernal não nega a possibilidade. “O foco não é esse (eleições de 2016). Aguardamos a decisão do TJ, mas não podemos deixar de reconhecer que hoje em Campo Grande (Alcides Bernal) é o nome posto com maior peso, isso decorrente das urnas. Pode surgir outro nome, que não é Gilmar Olarte, porque está expulso do partido”, frisou.

O ex-prefeito voltou a cobrar celeridade na tramitação do julgamento da investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que envolve Gilmar Olarte. “Ali tem corrupção, formação de quadrilha e o rombo em Campo Grande já é de quase R$ 1 bilhão”, atacou. “Em Ribas do Rio Pardo por R$ 3,5 milhão tem vereador preso, aqui já sumiu quase R$ 1 bilhão e nada”, finalizou.

O presidente do PP no Estado afirmou que nas próximas eleições o partido espera eleger de sete a oito prefeitos e pelo menos uma centena de vereadores, nos 79 municípios sul-mato-grossenses. 

Jornal Midiamax