Política

Em nota, Bernal afirma que não há motivos para pedido de afastamento

A ação civil pública é por ato de improbidade 

Diego Alves Publicado em 03/10/2015, às 00h39

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A ação civil pública é por ato de improbidade 

Por meio de uma nota, a assessoria do prefeito Alcides Bernal (PP), se manifestou a respeito da ação civil pública feita pelo promotor de Justiça da 30ª Promotoria do Patrimônio Público, Alexandre Capiberibe. A nota afirma que não há motivos para tal ação e que esclarecerá, novamente, os fatos na Justiça.

A ação tem o mesmo teor que motivou a Câmara da Capital a cassar Bernal em março de 2014, pelo fato do rompimento do contrato feito por meio de licitação com a Total Serviços, especializada em limpeza de unidades de saúde, e a contratação emergencial (sem processo licitatório) da Mega Serv para desempenhar a mesma função, porém por valor mais elevado.

A ação civil pública é por ato de improbidade administrativa com pedido de antecipação de tutela, ou seja, afastamento imediato de Bernal.

O promotor alega que neste caso a empresa que ficou em segundo lugar no pregão é a que deveria assumir, mas em vez disso foi feito contrato emergencial. “Por essa razão, tem-se que o requerido, na qualidade de prefeito municipal, além de ter oportunizado a situação emergencial, com a mesma rescisão indevida de contratos e a não contratação de empresa licitante detentora do segundo lugar do pregão 166/2007, ainda direcionou a forma de contratação da Mega Serv (por R$ 4.474.369,86 divididos em seis parcelas) por meio de dispensa de licitação em caráter emergencial”, diz os autos.

Leia a nota:

Sobre a ação proposta pelo Ministério Público Estadual, o prefeito Alcides Bernal esclarece que é um fato já anteriormente julgado improcedente pela justiça e que recebe esta situação reeditada pelo MPE com tranquilidade.

É importante reforçar que improbidade administrativa se configura em três situações: prejuízo ao erário público, ação com dolo e enriquecimento ilícito e que neste caso não há nenhuma destas situações, ao contrário, a contratação emergencial da Megaserv trouxe economia para os cofres públicos e resolveu uma grave situação que se instalava na cidade, que era a limpeza das unidades de saúde.

Vale lembrar que na época em que o prefeito Alcides Bernal assumiu a prefeitura, a empresa Total havia vencido uma licitação em que os serviços prestados aumentavam abusivamente de R$ 7 milhões para R$ 11 milhões e que a administração Bernal não aceitou tal aumento, pois foram constatadas irregularidade por meio de auditoria. Desta forma, o contrato  foi rescindido a pedido da Total  e uma nova licitação, de emergência, foi realizada, com ampla oportunidade de participação das empresas, quando a Megaserv saiu vencedora do certame pelo valor de cerca de R$ 4 milhões, válido por seis meses.

Desta forma, o prefeito reforça que não há motivos para tal ação e que esclarecerá, novamente, os fatos na Justiça, provando mais uma vez que sua administração traz economia para o município de Campo Grande, que neste momento precisa de paz e tranqüilidade para sua população.

Jornal Midiamax