Política

Em busca de investimentos, MS terá escritório na China em 2016

Governador irá ao país em outubro do ano que vem

Jessica Benitez Publicado em 30/09/2015, às 19h45

None
img-20150930-wa0099.jpg

Governador irá ao país em outubro do ano que vem

Mesmo fora do eixo Rio de Janeiro/São Paulo, Mato Grosso do Sul ganhou visibilidade do outro lado do mundo. Na tarde desta quarta-feira (30) o governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), recebeu o presidente da Câmara Brasil-China, Wang Di Xing, que propôs parceria entre as províncias chinesas e o Estado. O intuito é trazer investimentos ligados à importação e exportação não só na área da agricultura, mas também automotiva. Há US$ 800 milhões de dólares para investimento na América Latina, com preferência ao Brasil.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Jaime Verruk, a conversação está no começo, porém o primeiro negócio está próximo. “Eles têm interesse em importar nossa carne e aqui no Estado temos um frigorífico credenciado para mandar produtos à China”, contou. Além da proteína, os chineses querem commodities como soja e milho e o governo quer mais. “Vamos mostrar que somos fortes em outros aspectos que vão além da celulose, milho e soja”.

Verruk revelou, ainda, que a Câmara tem R$ 800 milhões de dólares para investir em pequenas empresas de qualquer lugar da América Latina também com o foco de importação e exportação. “E exclusividade não é de Mato Grosso do Sul, eles já passaram por São Paulo e com certeza vão a outros Estados, por isso temos que sair na frente e aproveitar essa oportunidade”.

Em outubro Wang Di Xing retorna à China e volta ao Brasil em dezembro e janeiro junto a uma comitiva maior de empresários estrangeiros. Essa visita servirá para que todos eles confiram de perto o produto sul-mato-grossense. Em outubro de 2016 será a vez de integrantes do governo ir ao país. “Mas neste meio tempo vamos continuar em contato”, garantiu o secretário.

Com ajuda de um tradutor, o presidente da Câmara contou que fechou com Azambuja um acordo de “província, estado e humanidade” e admitiu que o desejo é de estender os investimentos além de São Paulo e Rio de Janeiro. “Vamos trazer fábricas, frigoríficos, comprar plantas”, disse. Diante da parceria a esperança do Executivo é dar gás a outras áreas como o turismo, por exemplo. “Temos o Pantanal, Bonito, temos muito a oferecer”, finalizou o titular da Semade.

Jornal Midiamax