Política

‘É inadmissível tentativa de culpar PMDB’, diz Mocchi sobre família Trad

Mochi: Nelsinho teve 'todo o apoio político necessário'

Midiamax Publicado em 15/06/2015, às 13h35

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Mochi: Nelsinho teve ‘todo o apoio político necessário’

O presidente regional do PMDB, deputado estadual Junior Mochi, publicou nota em seu perfil no Facebook, nesta segunda-feira (15), na qual diz, entre outras coisas, ser “inadmissível a tentativa de se criar um fato que sirva para justificar uma eventual mudança de partido” por parte da família Trad.

A manifestação pública do dirigente chega em meio à discussão, também por meios de comunicação e redes sociais, entre o ex-governador André Puccinelli e os irmãos Nelsinho (ex-prefeito da Capital), Fábio (ex-deputado federal) e Marquinhos (deputado estadual). Os Trad se dizem traídos pelo partido, reclamam de falta de espaço e, vez ou outra, anunciam que estão de saída do partido.

“O partido não gostaria de perder lideranças da dimensão do ex-prefeito Nelson Trad Filho e seus irmãos, Fábio e Marcos Trad, mas não se curvará a qualquer tipo de imposição”, escreve Mochi, em texto intitulado “Junior Mochi: o PMDB é maior do que os projetos pessoais”. Conclui que a permanência ou não dos Trad no partido “é, portanto, uma decisão de cunho pessoal que compete somente a eles”.

Mochi também garante não ter faltado apoio do partido a Nelsinho – ele ficou em terceiro na disputa pelo governo estadual, em 2014 – “não só lhe garantindo o direito à disputa como também lhe oferecendo todo o apoio político necessário”. O dirigente reclama do fato de a discussão ser travada em público, “enquanto o foro adequado para esse debate são as reuniões do PMDB”, onde o assunto, ainda segundo ele, não foi tratado até agora.

O deputado ainda diz estranhar a discussão neste momento, “quando o PMDB não está mais no comando do governo estadual e da Prefeitura de Campo Grande, e se aproxima o término do prazo para filiação partidária aos que pretendem concorrer às eleições municipais do ano que vem”. “O nosso partido não é de propriedade de quem quer que seja, e não existe apenas para o exercício de mandato eletivo”, analisa Mochi. 

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