Política

Disputa na Assembleia externa fogo amigo entre grupos de Azambuja e Puccinelli

Grupos alegam que são aliados, mas fazem disputa acirrada pelo poder na Assembleia

Midiamax Publicado em 19/02/2015, às 09h58

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Grupos alegam que são aliados, mas fazem disputa acirrada pelo poder na Assembleia

PT e PSDB alegam que o clima é de harmonia na Assembleia Legislativa. Porém, na prática, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) trabalha intensamente para reduzir a força do PMDB, que tem como líder o ex-governador André Puccinelli (PMDB), que também trabalha nos bastidores para não perder poder.

Peemedebistas alegam que estão na base de sustentação de Reinaldo Azambuja, mas ainda paira no ar um clima de muita incerteza, partindo principalmente do fato de que o PMDB não descarta o interesse de retomar o comando do Governo do Estado. Neste sentido, a aposta é para saber até quando vai este clima de harmonia entre PMDB e PSDB.

A primeira grande prova para Azambuja veio na disputa pela presidência da Assembleia. Sem um aliado com grande peso político na Casa, ele foi obrigado a apoiar a eleição do presidente do PMDB no Estado e aliado de primeira hora de Puccinelli, Junior Mochi.

 A condução de Mochi também foi uma sinalização de paz por parte de Azambuja, para evitar que começasse a gestão com uma guerra declarada com PMDB, que hoje tem seis deputados na Assembleia. Uma aliança entre PMDB e PT garantiria 10 deputados para a oposição, o que poderia ameaçar a governabilidade.

Azambuja resolveu ceder a presidência, mas está disposto a minimizar este controle de Puccinelli sobre a Assembleia, o que evidencia esta desconfiança entre as duas siglas. O primeiro passo foi a criação de um bloco de partidos pequenos na Assembleia. O bloco tirou uma vaga do PMDB nas comissões, possibilitando um reequilíbrio de forças na Casa, com PT, PSDB e PMDB com apenas uma vaga nas comissões.

 Sem o bloco, PT e PMDB poderiam dominar as votações se fechassem acordo. O chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, foi pessoalmente à Assembleia para garantir a criação do bloco. A articulação foi confirmada pelo deputado Paulo Corrêa (PR), que confirmou o trabalho de Azambuja para impedir o controle do PMDB sobre Assembleia.

Próximo passo

Passada a escolha do chefe do Poder Legislativo e de integrantes das comissões, a disputa agora é pela presidência principalmente da Comissão de Constituição e Justiça, a principal da Casa, por ser responsável por vetar ou deixar projetos tramitarem.

Nesta legislatura a comissão será integrada por Maurício Picarelli (PMDB), Amarildo Cruz (PT), Lídio Lopes (PEN), Barbosinha (PSB) e Flávio Kayatti (PSDB). De todos, Kayatti é o mais próximo de Reinaldo Azambuja, mas precisaria de mais dois votos para chegar à presidência. Ele esbarra no desejo de Lídio, Barbosinha e Picarelli, que também disputam a presidência.

Lídio alega que tem o voto de Amarildo e precisaria de mais um voto. Já Picarelli tenta convencer o deputados a elegê-lo, tendo como principal justificativa o fato de ser o mais experiente e ter aberto mão de cargo na Mesa Diretora. Com tanta articulação, Azambuja e o grupo de Puccinelli terão uma amostra, baseados no comportamento dos deputados, de como será o cenário político com o PMDB sem o governo e a chegada do PSDB ao poder.

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