Política

Dinheiro domina um dos piores sistemas eleitorais do mundo, diz deputado

Opinião é de Marcelo Castro, relator da reforma política na Câmara

Midiamax Publicado em 24/04/2015, às 13h42

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Opinião é de Marcelo Castro, relator da reforma política na Câmara

“Já passou o tempo de resolver, nosso sistema eleitoral é um dos piores do mundo”, disse na manhã desta sexta-feira (24), em Campo Grande, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI). Ele é relator da Comissão Especial da Reforma Política e comentou que, entre outras coisas, já há consenso sobre o fim da reeleição e das coligações, e definição de todos os mandatos eletivos, inclusive de senadores, com período de cinco anos.

Marcelo Castro participa da Câmara Itinerante, agenda da Câmara dos Deputados em diferentes cidades brasileiras. O evento, na Capital, está sendo feito no auditório da Fiems, inclusive com a presença do presidente do parlamento federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo o parlamentar, no Brasil existem atualmente 32 partidos políticos. “Isso é uma anomalia, não existe isso no mundo inteiro”, comenta Castro, dizendo que, normalmente, os países têm no máximo sete legendas partidárias, com “dois ou três tendo 90% do parlamento”.

Na visão dele, um dos problemas principais é a individualização da campanha, que deveria ser tocada pelo partido. “Os partidos, hoje, estão em segundo plano, com custos exorbitantes (de campanhas) e excesso de poder econômico”, frisa.

O aspecto financeiro é, inclusive, o determinante na composição dos quadros eleitorais, avalia o deputado federal. “Quanto mais dinheiro, mais votos, esta é a pior maneira (de se eleger representantes)”, conclui Castro.

Pouco antes, em discurso no evento, Cunha garantiu que a proposta de reforma política será votada na semana de 26 de maio. Desta forma, as novas regras passariam a valer já nas próximas eleições, em 2016.

Castro disse haver definição sobre o fim da reeleição e das coligações. Também deverá ser estabelecido mandato de cinco anos para todos os cargos, inclusive para senadores: “ainda estamos discutindo sobre como fazer para coincidir”, disse ele sobre a atual diferença nas eleições e, respectivamente, nos anos em que as autoridades eleitas permanecem nos cargos.

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