Política

Destino de 2,7 mil comissionados de Puccinelli está com Reinaldo

Governador tucano já disse que deve manter parte do pessoal de Puccinelli no governo

Midiamax Publicado em 04/01/2015, às 14h14

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Governador tucano já disse que deve manter parte do pessoal de Puccinelli no governo

O agora ex-governador André Puccinelli (PMDB) exonerou no seu último dia de governo, na quarta-feira (31), aproximadamente 130 comissionados. Porém, segundo dados informados pelo próprio peemedebista, outros 2,7 mil continuam empregados e à disposição do sucessor, Reinaldo Azambuja (PSDB). 

Os números são baseados na informação passada pelo próprio Puccinelli, de que o Estado tem 2.825 comissionados. Neste caso, caberá ao tucano decidir quem fica e quem será substituído ou terá o cargo extinto, já que ele promete enxugar a máquina.

Há grande possibilidade de o novo governador manter comissionados do PMDB. Azambuja já disse ao Midiamax que pode manter na gestão tucana técnicos do governo peemedebista.

A informação é confirmada pelo presidente estadual do PMDB, Junior Mochi, que entregou lista dos funcionários considerados “importantes” para a gestão.

Demitidos

No último dia de mandato, Puccinelli publicou no Diário Oficial do Estado a lista de exonerados que deixam a administração com ele. A relação, com aproximadamente 130 servidores, traz vários comissionados que, caso não sejam efetivos, estão desempregados e sem os altos salários pagos na gestão do peemedebista.

Os secretários recebiam salários de R$ 21.373,02. Mas, a lista também tem presidentes de várias fundações e empresas do Governo do Estado. Os salários variam de acordo com a importância de cada cargo, podendo passar por um DGA-2, com salário que pode chegar a R$ 3.828,00; DGA-1, com renda de R$ 8.185,00 e até um DGA Especial, que ultrapassa R$ 10 mil.

A lista de exonerados de Puccinelli inclui todo o primeiro escalão e presidentes de fundações: Jader Rieffe, secretário de Fazenda; Carlos de Marchi, secretário de Governo; Jáber Cândido, secretário de Juventude; Thie Higuchi, secretária de Administração; Edna Antonelli, secretária Extraordinária de Articulação, de Desenvolvimento Regional e dos Municípios; Evelyse Ferreira, Gestão de Recursos Humanos; Carlos Alberto Negreiros, secretário de Meio Ambiente; Paulo Engel, Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo e Miriam Aparecida Paulatti, secretária de Habitação e das Cidades.

A lista segue com Tania Mara Garib, Trabalho e Assistência Social; Jorge Razanauskas, delegado-geral da Polícia Civil; Maria Nilene Badeca, Educação; Wantuir Jacini; Justiça e Segurança Pública; Antônio Lastória, Saúde; Rafael Coldibelli, procurador-geral e José Aparecido Barcelo, procurador-geral adjunto.

Também foram exonerados os presidentes de fundações: Mariângela Yule, Diretora-Presidente da Fundação Estadual Jornalista Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul; Américo Calheiros, Fundação de Cultura; Nelson Yutoku, presidente da Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul; Jefferson Hespanhol, Fundesporte; Maria Cristina Carrijo, Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal.

A lista de exonerados também inclui: Nilde Brun, Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul; José Roldão, Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural; Maria Wilma Casanova, Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos; José Maria de Oliveira, Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul, Carlos Henrique Santos Pereira, Detran; Rodrigo Aquino, Hospital Regional; Deusdete de Oliveira, Agepen; Valter Godoy, comandante da PM; Pedro Pedrossian Neto, adjunto no Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo; Guiomar Emilia, Diretoria Geral de Administração e Finanças; Guilherme Filho, secretaria de Comunicação.

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