Política

CPI da Enersul/Energisa quer quebra de sigilo bancário para investigação

Órgãos têm até 15 dias para responder aos ofícios

Evelin Cáceres Publicado em 16/04/2015, às 15h22

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Órgãos têm até 15 dias para responder aos ofícios

Os membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enersul/Energisa aprovaram e devem encaminhar nesta quinta-feira (16) ofícios pedindo informações sobre a empresa. Entre eles, há o pedido ao Banco Central da quebra de sigilo bancário.

Outros ofícios são pedidos de informação a Receita Federal, Procurador-Chefe da República, Assembleia do Tocantins (que conduziu a CPI da Celtins, investigando o Grupo Rede Energia S/A), Junta Comercial de Mato Grosso do Sul e de São Paulo, CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e Aneel, com pedido da auditoria na íntegra, relatório de intervenção, cópia da concessão e contrato de compra e venda da Enersul.

A partir do recimento dos requerimentos, os órgãos têm até 15 dias para responder aos ofícios. Segundo o deputado Paulo Correa (PR), os parlamentares passam para a fase de análise dos documentos e, depois, as oitivas.

“Semana que vem já está programada uma reunião com a bancada federal e, depois, com a Aneel. Já disseram que vão participar a Simone, Moka, Vander, Dagoberto, Delcídio e Elizeu”, disse o presidente.

Caso de polícia

Paulo Correa voltou a dizer que um possível rombo na empresa pode ter influenciado nas altas das contas de energia. “Se houve, pode acreditar, nós vamos atrás desse dinheiroSe não houver vamos responsabilizar criminalmente quem eventualmente estiver envolvido com as irregularidades”.

Pra Marquinhos Trad (PMDB), a Aneel levou a “toque de caixa” as primeiras denúncias em 2013. “Não tenho dúvida que isso vai acarretar em prisão dos envolvidos. Se era um caso político, vai virar caso de polícia”. 

Jornal Midiamax