Contratos de Amorim com governo passado apresentam sobrepreço

Em seis meses ex-gestor gastou R$ 7,3 milhões com a Proteco, já Azambuja R$ 3,5 milhões
| 31/07/2015
- 02:37
Contratos de Amorim com governo passado apresentam sobrepreço
Foto: Arquivo | Midiamax

Em seis meses ex-gestor gastou R$ 7,3 milhões com a Proteco, já Azambuja R$ 3,5 milhões

Os números apresentados pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), confirmam sobrepreço nos contratos firmados por João Amorim com o ex-chefe do Executivo, André Puccinelli (PMDB). Em seis meses de administração o tucano gastou R$ 3,5 milhões com a Proteco Construções Ltda. Enquanto no mesmo período do ano passado o peemedebista desembolsou quase o dobro R$ 7,3 milhões com a empreiteira. Os números são referentes a manutenção de rodovias pavimentadas e não pavimentadas de Campo Grande e Dourados.

De março de 2013 a dezembro de 2014 o governo do Estado pagou à empresa de Amorim R$ 23.887.572 milhões. Valor que, se dividido pelo total de meses, resulta em R$ 1,1 milhão gasto com a empreiteira. O número mais uma vez ressalta sobrepreço se comparado à média de R$ 592,4 mil mensais pagos pela atual administração à Proteco.

Contratos firmados com a companhia na gestão de Puccinelli são alvo da , da Polícia Federal. Tanto que no último dia 9 a PF cumpriu 19 mandados de busca e apreensão, entre eles na casa de Amorim e do ex-secretário Estadual de Obras Edson Giroto, além de irem à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) na qual cinco servidores foram afastados. Documentos, computadores e até mesmo dinheiro foram apreendidos na ocasião.

O foco da investigação, iniciada em 2013, é apurar possível esquema de desvio de verbas públicas mediante fraudes em licitações. Por recomendação do MPE (Ministério Publico Estadual) e MPF (Ministério Público Federal) tanto a prefeitura de Campo Grande quanto o governo do Estado suspenderam contratos com a Proteco.

Hoje pela manhã Azambuja alegou ter feito maior fiscalização sobre tais serviços, fato que resultou em economia: “medimos e pagamos o que foi realizado”, disse durante agenda pública.  “Não estou dizendo que no passado tenha sido feito algo sem a legalidade devida, por isso há as investigações”, ressaltou, complementando: “quem tem que responder sobre isso é o Ministério Público e a Polícia Federal”.

O tucano pretende apresentar detalhes de como será feita auditoria em obras investigadas na Operação Lama Asfáltica na próxima semana. O objetivo é saber se o serviço contratado foi entregue em conformidade. “Se há um culpado, o grande lesado é o Estado, temos que trabalhar para que devolvam este dinheiro”, emendou. Na semana passada, o governo assinou contratos de R$ 155 milhões, com 17 empresas, para a manutenção de rodovias, pavimentadas e não pavimentadas. Os serviços devem abranger 13,6 mil quilômetros de vias.

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