Política

Comissão dá dez dias para vereadores se defenderem de afastamento

Vereadores devem se explicar por possível quebra de decoro

Evelin Cáceres Publicado em 07/10/2015, às 13h55

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Vereadores devem se explicar por possível quebra de decoro

A comissão de ética da Câmara de Campo Grande, que vai analisar se os oito vereadores que depuseram no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) devem ser afastados dos cargos na Casa, concederam dez dias para que eles apresentem as suas defesas.

De acordo com o que o presidente da comissão, vereador João Rocha (PSDB) disse nesta quarta-feira (7), os parlamentarem devem ser notificados oficialmente pela Casa na quinta e terão dez dias corridos para fazerem a defesa.

O Gaeco ouviu nove vereadores. Além de Mario Cesar (PMDB), já afastado a pedido do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul por ser o presidente da Câmara, respondem as investigações.

Paulo Siufi (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Dr. Jamal (PR), Carlão (PSB), Edson Shimabukuro (PTB), Gilmar da Cruz (PRB), Chocolate (PP) e Airton Saraiva (DEM) são investigados na Operação Coffee Break por suposto esquema, envolvendo dinheiro e troca de cargos, para cassar o ex-prefeito, Alcides Bernal (PP).

Por serem investigados, a comissão analisa se eles quebraram o decoro parlamentar para, então, afastá-los do cargo. “Cada vereador tem seu depoimento e terá sua defesa feita e vamos analisar de maneira individual”, afirmou Rocha.

O vereador disse que cada um dos membros da comissão (Chiquinho Telles (PSD), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Herculano Borges (SD) e Ayrton Araújo (PT)), exceto ele, fará a relatoria das análises de dois vereadores casa.

“Podemos também ter que ouvi-los após a defesa, então não temos um tempo pré-estabelecido para concluir os trabalhos da comissão”, finalizou. 

Jornal Midiamax