Política

Com pedido de afastamento, Bernal vai a Dourados em evento do PP

Ato de filiações contou com presença de peemedebistas

Jessica Benitez Publicado em 04/10/2015, às 12h06

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Ato de filiações contou com presença de peemedebistas

Um dia depois de ter segundo pedido de afastamento solicitado ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, esteve em Dourados realizar novas filiações ao Partido Progressista do qual é presidente regional. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a sigla já pensando em 2016. Os peemedebistas, deputados federal e estadual, Geraldo Resende e Renato Câmara, respectivamente, estiveram presentes no ato. 

O secretario de Estado de Cultura, Turismo e Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery (PPS), também compareceu. “Quero dizer que é uma honra tê-los em nossos quadros, juntos somaremos forças para levar a boa política a todo o nosso Estado e aqui em Dourados queremos aumentar a nossa representatividade, participando ativamente das próximas eleições”, declarou Bernal que foi afastado da Prefeitura da Capital em março do ano passado e agora corre o risco de novamente perder o cargo pelo mesmo motivo: suspeita de improbidade administrativa.

Isso porque na última sexta-feira o MPE (Ministério Público do Estado), por meio da por meio do promotor de Justiça da 30ª Promotoria do Patrimônio Público, Alexandre Capiberibe, abriu ação civil pública pedindo afastamento imediato do radialista, bem como pagamento de multa no valor de R$ 13,7 milhões.

Tudo isso devido à contratação irregular da Mega Serv, especializada em limpeza de unidades de saúde. A empresa também foi objeto de investigação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Calote, na Câmara Municipal, originando a Comissão Processante que culminou na cassação do mandato do progressista.

O rompimento do contrato feito por meio de licitação com a Total Serviços e a contratação emergencial (sem processo licitatório) da Mega Serv para desempenhar a mesma função, porém por valor mais elevado, desencadeou o pedido. O promotor alega que neste caso a empresa que ficou em segundo lugar no pregão é a que deveria assumir, mas em vez disso foi feito contrato emergencial.

“Por essa razão, tem-se que o requerido, na qualidade de prefeito municipal, além de ter oportunizado a situação emergencial, com a mesma rescisão indevida de contratos e a não contratação de empresa licitante detentora do segundo lugar do Pregão 166/2007, ainda direcionou a forma de contratação da Mega Serv (por R$ 4.474.369,86 divididos em seis) parcelas por meio de dispensa de licitação em caráter emergencial”, diz os autos.

A ação tem como base relatórios assinados pelo secretário federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União “referente à execução financeira da atenção básica à saúde por parte da Prefeitura Municipal de Campo Grande”. No documento consta análise de itens financiados com recursos do Município entre 1º/1/2012 a 30/8/2013.

Jornal Midiamax