Política

Coffee Break: laudos sobre celulares devem ser entregues nesta sexta

Operação investiga suposto esquema para cassar Bernal

Heloísa Lazarini Publicado em 08/10/2015, às 20h11

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Olarte ao sair da prisão se comparou a Nelson Mandela/Foto: Arquivo Midiamax

Operação investiga suposto esquema para cassar Bernal

Está prevista para sexta-feira (9) entrega dos laudos da perícia técnica realizada nos 17 celulares apreendidos pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), como parte da Operação Coffee Break, que investiga esquema de compra de votos para cassar mandato do prefeito Alcides Bernal, em março de 2012.

Segundo diretora-adjunta do Instituto de Criminalística da Polícia Civil, Luciene Pache Caetano, a perícia buscou informações que respondam aos questionamentos feitos pelo Gaeco e também resgatou todos arquivos gravados nos aparelhos, por meio de leitura física e virtual.

No dia 25 de agosto deste ano, o Gaeco apreendeu 17 celulares de vereadores da Capital e também de Gilmar Olarte. No mesmo dia, o presidente da Câmara de Vereadores, Mario Cesar (PMDB), e Gilmar foram afastados do cargo por decisão do desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, e prefeito cassado Alcides Bernal (PP) retomou mandato depois de decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Mario aguarda recurso, em trâmite, no Tribunal de Justiça do Estado que deve ser julgado dia 21 deste mês.

Conforme explicou diretora adjunta do IC, o laudo de cada celular será entregue em pen drive e todo conteúdo do aparelho será dividido em pastas. Ainda segundo diretora, a demora na conclusão da perícia se deu por conta da quantidade de fotos, mensagens, ligações de alguns aparelhos com mais de quatro anos de uso. Outros, porém, eram novos com alguns dias de uso.

Assim que laudos forem entregues, segundo Gaeco, próxima etapa da investigação será confrontar as informações dos depoimentos do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos e do vice-prefeito Gilmar Olarte. Ambos tiverem pedido de prisão temporária decretada no dia 30 de setembro pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva. Amorim se apresentou à polícia no dia 1 de outubro e Gilmar na madrugada no dia 2.

Além de Olarte e Amorim, 17 vereadores tiveram pedido de afastamento solicitado pelo Gaeco, porém negado pela Justiça. O empresário conseguiu habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) no dia 2 de outubro e foi liberado da prisão. Olarte, por sua vez, tentou se beneficiar do habeas corpus de Amorim, mas não conseguiu e ficou preso na Companhia de Guarda e Escolta da Polícia Militar até meia noite de terça-feira (6), prazo final da prisão temporária.

De acordo com órgão de investigação, da primeira vez que prestaram depoimento, todos, vereadores, Olarte, Amorim e empresário João Baird, da Itel Informática, negaram esquema de compra de votos para cassar Bernal. Porém, depoimentos de outras pessoas, como motorista de Olarte, por exemplo, trouxeram informações que contradizem o que foi dito pelos investigados. O motorista do vice-prefeito, conforme Gaeco, confirmou que levou Olarte a reuniões com vereadores e empresários na véspera do dia 12 de março de 2014, quando aconteceu votação da Comissão Processante e Bernal foi cassado por 23 votos.

Em relação aos depoimentos de Olarte e Amorim após prisão, o Gaeco informou que não é possível no momento divulgar nenhuma informação antes da confrontação do que foi dito por ambos ao Promotor Marcos Alex vera com resultado da perícia.

Jornal Midiamax