Política

Campanha já tem 11 mil assinaturas pedindo corte salarial de vereadores

Ponto de coleta será Praça Ary Coelho nesta quinta-feira

Jessica Benitez Publicado em 14/10/2015, às 18h29

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Ponto de coleta será Praça Ary Coelho nesta quinta-feira

Um grupo de 7 pessoas já conseguiu 37,9% das assinaturas necessárias para protocolar projeto de lei que propõe redução salarial dos vereadores de Campo Grande. Dos 29 mil assinantes exigidos pela LOM (Lei Orgânica do Município), número que corresponde a 5% do eleitorado da Capital, 11 mil já aderiram ao movimento que começou na primeira quinzena de setembro. Mas, segundo o responsável pela ideia, fisioterapeuta Denis Pereira, o objetivo é conseguir pelo menos 32 mil até dezembro, prazo traçado para apresentar a medida popular à Câmara Municipal.

“Queremos ter mais que o estipulado pela lei orgânica justamente para mostrarmos que há insatisfação da população diante do atual cenário político de Campo Grande”, disse. Para reforçar estratégia de coleta, além de fixar ponto na Praça do Rádio todos os domingos das 14h às 18h, o grupo deixou as fichas em cerca de 20 comércios localizados na Avenida Eduardo Elias Zahran. Cada uma com capacidade para 32 assinaturas e não para por aí. “Já mandamos imprimir mais mil folhas. As pessoas estão recebendo muito bem essa ideia”.

Nesta quinta-feira (15) os voluntários estarão na região central da Capital, nas imediações da Praça Ary Coelho das 14h às 17h. “Agora vamos focar mais no centro, mas continuamos nos bairros, tanto que muitos moradores estão levando as fichas e quando são preenchidas eles me ligam e eu vou buscar”.

Projeto – O intuito da matéria é evitar que em 2017 a remuneração suba para R$ 20 mil, como foi aprovado no ano passado pelos nobres pares, e tentar igualar a remuneração parlamentar ao que é pago ao cidadão brasileiro, ou seja, de acordo com a formação escolar de cada um. Aos legisladores que possuem ensino médio o pagamento seria de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil e aos com formação superior R$ 3,3 mil a 5,3 mil.

Atualmente os 29 recebem R$ 15 mil por mês além do auxílio de até R$ 8,4 mil de verba indenizatória. Como todas os outros projetos, este também terá que passar pelo crivo da procuradoria jurídica, em seguida pelas comissões pertinentes, incluindo a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, por fim, entrar em votação no plenário. Hoje 126 municípios em todo o Brasil estão na luta pela mesma causa.

Reflexo – Em Santo Antônio da Platina, cidade com 40 mil habitantes no Norte do Paraná, os salários do prefeito, vice-prefeito e vereadores serão menores a partir de 2017. Inicialmente o projeto era para aumentar a remuneração, mas após protesto de uma empresária, com direito a vídeo na internet, o jogo virou. O chefe do Executivo passará a ganhar R$ 12 mil, R$ 2,7 mil a menos que o atual. Já os dos nove legisladores, que hoje é de R$ 4 mil, passarão a receber R$ 970. No começo a intenção era reajustar para R$ 8,5 mil. O episódio ocorreu em junho deste ano.

Jornal Midiamax