Política

‘Bloquinho’ amplia base do governo tucano, mas tem maioria ligada a Puccinelli

Ex-governador foi determinante na eleição de boa parte dos deputados que integram o 'bloquinho'

Ludyney Moura Publicado em 18/02/2015, às 12h59

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Ex-governador foi determinante na eleição de boa parte dos deputados que integram o ‘bloquinho’

A maior bancada da Assembleia Legislativa, o PMDB, apesar de ter ganho a presidência da casa, pode perder espaço não apenas pela iminente saída do campeão de votos em 2014, Marquinhos Trad, mas também pela formação do chamado ‘bloquinho’, composto pelos seis partidos nanicos do legislativo estadual. Já a principal liderança peemedebista de Mato Grosso do Sul, o ex-governador André Puccinelli, ainda exerce influência no Legislativo, já que pelo menos metade do novo bloco é ou foi ligada a ele.

Formado na semana passada, o bloco é composto por PDT, PTdoB, PSB, PR, PEN e DEM, unidos pelo pretexto de garantir a representatividade partidária nas comissões permanentes da Assembleia. Dos parlamentares que integram o ‘bloquinho’, apenas dois, estreantes, não fizeram parte da base de apoio de Puccinelli na Casa.

Os dois deputados do PTdoB, Mara Caseiro e Marcio Fernandes, foram ferrenhos defensores da gestão de André, este último foi inclusive vice-líder do governo passado. Barbosinha (PSB) comandou a Sanesul também durante a gestão peemedebista. Os três (e também Lídio Lopes) receberam inclusive aporte financeiro em sua campanha de apoiadores de Puccinelli.

Os dois representantes do PR, Grazielle Machado e Paulo Corrêa, líder do ‘bloquinho’, devem seguir a prática comum da legenda, que é acompanhar a orientação da base governista.

Já o PDT, agraciado pelo atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB) com a direção do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), terá o estreante Beto Pereira e o reeleito Felipe Orro, como sustentação tucana, e o experiente George Takimoto com uma histórica ligação com o PMDB.

O democrata Zé Teixeira chegou a ser apontado como o principal aliado de Reinaldo na Assembleia, e dificilmente não manterá a lealdade durante o mandato. Já Lídio Lopes (PEN), que apoiou o PMDB em 2014, poderá disputar com seu antigo aliado (o PMDB indicou Mauricio Picarelli) à presidência da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a mais importante da Casa.  “Vamos definir isso amanhã (19) depois da sessão”, contou Lídio ao Jornal Midiamax sobre s direção da CCJR.

Na construção atual, além dos cinco peemedebistas, apoiadores convictos de Puccinelli, o ex-governador poderá ter ao menos metade, outros cinco, deputados do ‘bloquinho’ sob sua influência.  A boa notícia para Reinaldo é que, à exceção do PT, toda a Casa de Leis admite dar sustentação ao governo tucano, pelo menos até uma segunda ordem de André.

Jornal Midiamax