Política

Beneficiado com doações, Marun diz que acredita na inocência de empreiteira

Ele recebeu R$ 60 mil diretamente para campanha de 2010

Jessica Benitez Publicado em 09/07/2015, às 21h54

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Ele recebeu R$ 60 mil diretamente para campanha de 2010

O deputado federal Carlos Marun (PMDB) torce pela inocência do empreiteiro João Amorim e do ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto (PR), investigados pela Polícia Federal na Operação Lama Asfáltica. Embora afirme não se lembrar, o peemedebista recebeu doação direta da empresa Proteco, propriedade de Amorim, durante campanha eleitoral de 2010 no valor de R$ 60 mil. 

À época ele conseguiu vencer o pleito para deputado estadual, cadeira que pouco ocupou, já que o então governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), o nomeou secretário de Habitação. “Não sabia disso (que recebeu dinheiro da empreiteira) deve ter sido via diretório. Mas sinceramente tenho confiança de que essa investigação vai resultar na comprovação da inocência do Giroto que eu conheço mais e também do João, gostaria que resultasse na inocência deles”, afirmou.

Em 2014, a Proteco quase duplicou o valor de doações, sendo R$ 386 mil a direção estadual do PMDB e R$ 1,4 milhão à irmã do empresário, a deputada estadual eleita Maria Antonieta Amorim dos Santos.

De qualquer forma, Marun admite que todos os componentes do poder público estão sujeitos a investigações “Acho que tem que ser feita a investigação, todos nos que somos ordenadores de despesas e estamos sujeitos a esse processo”, disse.

Giroto também foi beneficiado com doações da Proteco. Em 2012, quando ainda era do PMDB e representou a sigla na corrida pela Prefeitura de Campo Grande, o ex-deputado federal arrecadou, por meio do comitê financeiro único, R$ 1,4 milhão. Derrotado, ele assumiu a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), também a pedido de Puccinelli.

Segundo as investigações, os indícios de irregularidades começaram em 2013, com direcionamento de licitações a empresários ligados à organização, os quais recebiam valores supostamente superfaturados e repassavam parte dos lucros a servidores coniventes envolvidos. Também foram identificadas vultosas doações para campanhas de políticos.

Jornal Midiamax