Política

Azambuja classifica Aquário do Pantanal como ‘presente de grego’

Obra esta parada por impasse jurídico

Jessica Benitez Publicado em 09/10/2015, às 15h43

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Obra esta parada por impasse jurídico

O governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), classificou o Aquário do Pantanal como ‘presente de grego’ deixado inacabado pelo ex-chefe do Executivo, André Puccinelli (PMDB). O tucano explicou que há impasse entre a empresa responsável pela obra, a Egelte Engenharia, e a Procuradoria Jurídica do Estado e enquanto não for resolvido a construção não terá andamento.

No começo do ano passado a empresa foi substituída pela Proteco Construções, mas o contrato foi rompido por conta da Operação Lama Asfáltica. Isso porque o dono da empreiteira é um dos principais alvos da apuração que investiga contratos fraudados com o Poder Público.

Em julho deste ano a Proteco foi afastada da obra por recomendação do MPE (Ministério Público Estadual) e no começo de agosto a Egelte confirmou que não iria dar continuidade ao trabalho por motivos listados em nota. A Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), por sua vez, rebateu e a ‘briga’ está sendo resolvida juridicamente.

“Em relação ao Aquário estamos aguardando a resolução do impasse jurídico, tem nota do governo do Estado, tem nota da empresa. Realmente é um presente de grego que tem que ser resolvido. Nós entendemos que a Egelte tem que continuar e ela não tem o mesmo entendimento”, disse Azambuja. Ele garantiu que “tudo será feito com muito cautela e (o Estado) não vai acelerar um passo para que tudo tenha muita transparência”.

A Egelte foi a vencedora da licitação, mas, em uma articulação também investigada, a Proteco, do empreiteiro João Amorim, assumiu o projeto em 2014, ainda durante a gestão de Puccinelli no governo. O orçamento inicial, de 2011, era de R$ 84,7 milhões, mas o custo da obra, ainda inacabada, já supera os R$ 200 milhões.

Jornal Midiamax