Política

Após informação de afastamento, vereadores não atendem ligações

Dos 17, somente 4 falaram com o Jornal Midiamax

Jessica Benitez Publicado em 28/09/2015, às 23h56

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Dos 17, somente 4 falaram com o Jornal Midiamax

A maioria dos 17 vereadores que serão afastados da Câmara Municipal a pedido do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não quis se pronunciar sobre o assunto. Procurados pelo Jornal Midiamax, apenas quatro atenderam às ligações, o restante estava com o celular desligado ou deixaram chamar até cair na caixa de mensagens.

No final da tarde desta segunda-feira (28) informações sobre o pedido de prisão do prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP), bem como do empresário João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco Engenharia, além do afastamento de 17 vereadores, vazaram à imprensa.

Integram a lista: Carla Stephanini, Edil Albuquerque, Paulo Siufi, Vanderlei Cabeludo, todos do PMDB, Eduardo Romero, Otávio Trad e Flávio César, do PTdoB, Delei Pinheiro, Chiquinho Telles e Coringa, do PSD, Gilmar da Cruz (PRB), Edson Shimabukuro (PTB), Jamal Salem (PR), Waldecy Chocolate (PP), Airton Saraiva (DEM), João Rocha (PSDB) e Carlos Borges (PSB).

A Operação Coffee Break investiga a possível compra de votos dos vereadores para cassar o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março do ano passado. Os legisladores já prestaram depoimentos ao Gaeco e, alguns tiveram os telefones celulares apreendidos. Os aparelhos foram periciados.

Todos os que atenderam às ligações sustentam terem recebido nenhum tipo de notificação da Justiça e ressaltam que votaram pela cassação com base nas denúncias contra Bernal. “Liguei no gabinete e na procuradoria jurídica da Câmara e também não receberam nenhuma notificação, então estamos sabendo apenas pela imprensa. Estou tranquilo, tenho convicção no porquê votei pela cassação com base nos documentos do MPE, MPF e TCE, são documentos sérios e parece que o próprio MPE esqueceu disso”, disse Romero.

Já Chocolate não acredita que realmente haja solicitação neste sentido. “Acabei de falar com o meu jurídico e não estou sabendo de nada. Acho que são só boatos, não sei se é verdade, de qualquer forma estou tranquilo”, disse. O vereador Jamal Salém (PR), que foi titular na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) na gestão de Olarte, afirmou que tem a consciência tranquila e vai cooperar com a Justiça.

“Fui pego de surpresa com a notícia, eu não esperava. Mas o que posso dizer é que meu voto foi técnico, baseado nas queixas e conclusões da comissão. Estou com a consciência tranquila e à disposição da Justiça para esclarecimentos. Posso garantir que meu voto de forma alguma foi político”, declarou. Neste mesmo sentido foi a fala de Carlão.  “Acabei de saber agora pela imprensa, mas não fui informado oficialmente. Prefiro aguardar para comentar, até porque isso corre em segredo de justiça, e pode não ser o que [os jornais] estão dizendo”.

Jornal Midiamax