Política

Anúncio do fim de contrato não exclui necessidade de CPI, diz oposição

Vereadores de oposição afirmam que vão tentar convencer colegas a assinar instauração de CPI 

Ludyney Moura Publicado em 20/02/2015, às 21h21

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Vereadores de oposição afirmam que vão tentar convencer colegas a assinar instauração de CPI 

Os vereadores que fazem oposição ao prefeito Gilmar Olarte (PP) na Câmara da Capital, acreditam que o anúncio feito pelo secretário de infraestrutura, Valtemir Brito, o Kako, da abertura de novas licitações para o serviço de tapa-buraco, é um indicativo de irregularidades no setor.

Parlamentares da oposição se reuniram nesta sexta-feira (20) para discutiram a instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do tapa-buraco. Eles alegam que ainda não receberam respostas das solicitações feitas a Kako, sobre os contratos com as empreiteiras.

“Não estamos falando só do Gilmar Olarte, mas sim de pelo menos de cinco anos para cá, período que a gente acha que devemos fazer a investigação. Reafirmarmos a necessidade da CPI, além dos fatos que sucederam (a audiência com Brito) e agora a manifestação do prefeito, mostram que tem coisa muito grave nisso. Não vamos por pano quente em cima de problema grave”, disparou a vereadora Luiza Ribeiro (PPS).

O secretário de infraestrutura revelou a existência de 34 contratos ao custo de pelo menos R$ 91 milhões, mas ainda não enviou o detalhamento requisitado pelos vereadores.

“Toda a argumentação para evitar a instalação da CPI, era o envio de documentos, e eles não vieram. Tem alguma coisa ai estranhamente sendo mantido sob segredo. A administração não pode ter esse comportamento. A Câmara tem uma responsabilidade muito grande, e não vai se submeter a esse processo da enrolação”, afirmou Alex do PT.

Por enquanto apenas oito vereadores (Luiza, Alex, Thais Helena, Paulo Pedra, Thais Helena, Ayrton Araújo, José Chadid, Cazuza e Chiquinho Telles) assinaram o requerimento de abertura da CPI. “Não há momento político na cidade para adiar a abertura (da CPI), já que o prefeito foi denunciado por suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva”, apontou Luiza.

Alegando ‘questão de estratégia’ o vereador Paulo Pedra (PDT) não quis revelar a adesão de novos colegas no pedido de instalação da comissão, mas prometeu manter a intenção de investigar os contratos de tapa-buraco. “Com essa decisão do prefeito  significa que ai tem coisa para ser investigada. Se não tivesse ele não viria com essa ideia. Agora que cabe a CPI”, finalizou o pedetista. 

Jornal Midiamax