Política

Andrezistas defendem chefe e dizem que família Trad está se vitimizando

Lideranças do partido criticam discurso e rejeitam 'tese' de traição

Midiamax Publicado em 13/06/2015, às 12h53

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Lideranças do partido criticam discurso e rejeitam ‘tese’ de traição

Peemedebistas ligados ao ex-governador André Puccinelli não estão gostando do discurso dos Trad, de saída do PMDB alegando traição dos colegas de legenda. Na avaliação de alguns líderes políticos, a família está criando uma tese para dizer que o partido é culpado pela debandada.

“É uma tese que estão construindo e advogando. Mas, esta tese de traição por parte do partido não me convence. Eu não vi isso. É uma tese criada por eles”, critica a presidente municipal do PMDB, vereadora Carla Stephanini.

O deputado Eduardo Rocha, líder do PMDB na Assembleia Legislativa, também critica a família e, principalmente, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad. “Acho que ele foi muito ingrato com o André (ex-governador André Puccinelli). O André não era candidato a nada. Ele acha que tinha que carregar ele?”, criticou, referindo-se à campanha na qual os peemedebistas sequer conseguiram chegar ao segundo turno, na disputa pelo governo estadual, em 2014.

O deputado entende que cabia a Nelsinho e não a Puccinelli e ao próprio PMDB conseguir estrutura para a campanha. “Ninguém pediu para ele ser candidato. Saiu porque quis. Quando você se postula como candidato, tem que assumir a candidatura”, opina o parlamentar.

O vereador Vanderlei Cabeludo, líder do PMDB na Câmara Municipal de Campo Grande, entende que não é hora de achar culpados para a derrota, visto que, na avaliação dele, quando se ganha ou perde, todo mundo tem participação. Ele lembrou do pouco espaço dado por Nelsinho ao partido, mas diz que o momento é de pensar “no daqui para frente”.

“O Nelsinho deu sua contribuição para o partido e o partido para ele. Foi prefeito por dois mandatos. Agora o momento é de reflexão. Temos que recomeçar, nem que for com poucos, mas com gente que ama o partido”, avaliou.

Segundo Carla Stephanini, Nelsinho ainda não oficializou a saída do PMDB, embora a família insista em declarar que não continuará na sigla. O clima esquentou depois que Puccinelli culpou Nelsinho pela derrota no governo e ficou pior depois que Trad respondeu, dizendo que é melhor ser traído do que o traidor. Após a briga, irmãos de Nelsinho pediram para ele deixar o partido.

O ex-deputado federal Fábio Trad chegou a postar no Facebook ‘conselho’ para o irmão, Nelsinho: “saia do PMDB e faça da sua atividade política o destino próprio de sua existência”. Há quem garanta que a saída do ex-prefeito do partido já está definida – procurado pela reportagem, na manhã deste sábado (13), para comentar o assunto, ele não atendeu aos telefonemas.

Jornal Midiamax