Política

Advogado de Delcídio diz que foi impedido de acompanhar buscas

Jail promete questionar legalidade das apreensões

Midiamax Publicado em 25/11/2015, às 11h29

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Jail promete questionar legalidade das apreensões

O advogado Jail Azambuja ficou pouco tempo no escritório do senador Delcídio do Amaral (PT), em Campo Grande, onde pretendia acompanhar as buscas da Polícia Federal. Ele saiu pouco tempo depois de entrar, alegando que foi impedido de acompanhar o trabalho da polícia.

Segundo Jail, os policiais o proibiram de acompanhar, alegando que ele precisava de uma procuração por escrito. O advogado questionou o pedido e prometeu entrar com uma petição no Supremo Tribunal Federal para pedido de providências.

“Isso é algo inédito. Eles pediram uma procuração escrita do senador. Um absurdo no processo penal. Isso pode ser feito oralmente”, protestou. Segundo Jail, a busca só está sendo acompanhada por duas pessoas pegas aleatoriamente como testemunha.

O advogado Valeriano Fontoura também acompanha as buscas, mas na casa do senador. Delcídio foi preso na manhã desta quarta-feira. A detenção foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal com alegação de que ele tentava conturbar as investigações da Operação Lava Jato.Delcídio havia sido citado pelo ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, por suposta participação  em esquema de desvio de recurso para compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Além de Delcídio, também foram detidos o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado de Nestor Figueiró, Édson Ribeiro, e o banqueiro do BTG Pactual, André Esteves. A reportagem conversou com vários assessores do senador, de Campo Grande e Brasília, mas ninguém soube dizer o que está acontecendo. Eles alegam que tentam contato com o senador, mas não conseguem falar.

Jornal Midiamax