Política

Vereadores querem audiência pública para discutir corte de energia em favela da Capital

Os vereadores de Campo Grande propuseram nesta quinta-feira (18) uma audiência pública para o dia 1° de outubro para discutir o corte de energia na favela Cidade de Deus, feito pela empresa concessionária Energisa. Segundo o vereador Carlão (PSB), a prefeitura e o Ministério Público também serão convocados para discutir a questão. “As pessoas precisam […]

Arquivo Publicado em 18/09/2014, às 13h54

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Os vereadores de Campo Grande propuseram nesta quinta-feira (18) uma audiência pública para o dia 1° de outubro para discutir o corte de energia na favela Cidade de Deus, feito pela empresa concessionária Energisa.


Segundo o vereador Carlão (PSB), a prefeitura e o Ministério Público também serão convocados para discutir a questão. “As pessoas precisam ter tratamento digno. Não estamos defendendo a ocupação irregular, mas a forma como estão fazendo esses cortes nos deixa indignados”.


Para o vereador Coringa (PSD), é um absurdo o que estão fazendo com as famílias da favela. “Ninguém está lá porque quer. E ninguém nos informa também como é feita a distribuição de casas pela Agehab para que essas famílias não tenham onde morar. Qual o critério?”.


A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) disse que foi ao local e ficou chocada com as condições de moradia das pessoas. “O corte de energia que fizeram lá, da forma como foi feito, é inadmissível”.


A 29ª Promotoria do Patrimônio Público de Campo Grande recomendou nesta quinta-feira (18) que a Prefeitura, em nome do administrador Gilmar Olarte, não transfira aos cofres públicos os custos das despesas com a energia elétrica consumida pela população da Cidade de Deus II.


A recomendação foi feita pela promotora Ana Carolina Lopes de Mendonça Castro leva em consideração a inércia da administração municipal em janeiro de 2013, ainda administrada por Alcides Bernal, quando as famílias ocuparam o lugar, a religação da energia elétrica de forma clandestina e a declaração do prefeito de cortes com gastos municipais na ordem de R$ 100 milhões.


Além disso, o Ministério Público pede que a prefeitura encaminhe documentação comprovando que não paga pela energia do lugar.

Jornal Midiamax