Política

Pulverização é estratégia do PMDB para enfrentar Delcídio nas eleições deste ano

Ao longo da sua história, Mato Grosso do Sul já teve até seis candidatos a governador (2002). Um cenário que hoje é mais interessante ao PMDB que ao PT e que já começa a ser desenhado com a possível candidatura do prefeito Murilo Zauith (PSB). A intenção é enfraquecer o pré-candidato Delcídio do Amaral (PT) […]

Arquivo Publicado em 05/03/2014, às 13h07

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Ao longo da sua história, Mato Grosso do Sul já teve até seis candidatos a governador (2002). Um cenário que hoje é mais interessante ao PMDB que ao PT e que já começa a ser desenhado com a possível candidatura do prefeito Murilo Zauith (PSB). A intenção é enfraquecer o pré-candidato Delcídio do Amaral (PT) e forçar um segundo turno.

Principal liderança peemedebista, Puccinelli tem incentivado Murilo a renunciar à prefeitura para disputar a sucessão estadual. O prefeito de Dourados poderá sair candidato com o objetivo de tirar votos do senador Delcídio do Amaral (PT).

O presidente regional do PMDB, deputado Junior Mochi, explicou que Puccinelli e o pré-candidato Nelsinho Trad têm autonomia para fazer as conversas em torno de coligações e chapas.

Ponderando desconhecer as negociações, Mochi afirmou achar interessante que a eleição tenha mais de dois candidatos a governador. “Pessoalmente, acho interessante ter mais duas candidaturas, além de ofertar mais opções para o eleitor, você possibilita que tenha segundo turno”, disse.

Para o presidente regional do PT, prefeito Paulo Duarte, a estratégia de pulverização “faz parte do jogo” para tentar reverter a suposta vantagem do senador Delcídio do Amaral. “Vão tentar reverter porque estão atrás. O Delcídio está bem a frente em qualquer pesquisa séria e, por isso, obviamente, os outros vão lançar suas estratégias”, disse.

O PT, por sua vez, pretende fortalecer a candidatura de Delcídio abrigando na coligação partidos de grande representação. “Estive com o Rui Falcão [presidente nacional do PT] e foi dada liberdade para conversamos com todo mundo. A estratégia é consolidar as alianças. Essa é a nossa missão”, disse. “Queremos ter como aliados partidos com qualidade, de peso, com representatividade popular, bons nomes e tempo de TV. Não interessa muito o número de partidos”, acrescentou.

Hoje, Mato Grosso do Sul tem sete pré-candidatos a governador, considerando o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), que também não descarta a possibilidade de disputar o Senado. Além de Delcídio, Nelsinho, Reinaldo e Murilo, podem disputar as eleições de 2012, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen (PTB), professor Sidney Mello (PSOL) e Monge (PSTU).

Jornal Midiamax