Política

‘População deixou de registrar ocorrência, mas a criminalidade não diminuiu’, diz vereador

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande realizam nesta quarta-feira (27) uma audiência pública para debater o alto índice de roubos nas casas e comércios dos bairros de Campo Grande. Com queda no registro de boletins de ocorrência, o vereador Carlão (PSB) negou que a cidade esteja mais protegida e afirmou que a população […]

Arquivo Publicado em 27/08/2014, às 13h50

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande realizam nesta quarta-feira (27) uma audiência pública para debater o alto índice de roubos nas casas e comércios dos bairros de Campo Grande. Com queda no registro de boletins de ocorrência, o vereador Carlão (PSB) negou que a cidade esteja mais protegida e afirmou que a população está desencorajada de registrar as ocorrências e não ver resultados.


“O comerciante registra o boletim na delegacia a primeira vez e não tem retorno. O comércio dele é assaltado de novo, ele registra e não tem retorno. Na terceira vez ele nem registra mais”, afirmou o vereador.


Entre os exemplos citados na audiência está o de um campo-grandense que foi assaltado por seis vezes somente neste ano.


Comandante do policiamento metropolitano, o coronel Ayres relatou que mudanças na legislação impedem que uma pessoa seja mantida presa por mais tempo. “Até 2011, a polícia tinha dez dias para reunir provas de um flagrante. Hoje tem apenas 24 horas, dificultando o trabalho dos policiais”.


Ele nega que haja falta de viaturas, mas admite que são muitas ocorrências para serem atendidas ao mesmo tempo. “Enquanto uma equipe está em atendimento, outras oito ocorrências aguardam a chegada deles para atendimento”.


A reunião é convocada pela Comissão Permanente de Segurança Pública, composta pelos vereadores Otávio Trad (presidente), Carlão (vice), Airton Saraiva, Chiquinho Telles e Herculano Borges.

Jornal Midiamax